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Ataques deixam ao menos 31 cristãos mortos na Nigéria, incluindo bebê

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No início de agosto de 2026, uma série de ataques perpetrados por pastores extremistas Fulani resultou na morte de pelo menos 31 cristãos em comunidades rurais da região central da Nigéria. As investidas coordenadas atingiram vilarejos nos estados de Plateau, Nasarawa e Benue, deixando um rastro de destruição e luto no chamado Cinturão Médio do país.

Entre as vítimas estão crianças inocentes, incluindo uma bebê de apenas três meses, além de lideranças comunitárias e religiosas. Os episódios reacendem o alerta internacional sobre a vulnerabilidade das minorias cristãs diante de milícias armadas radicalizadas que atuam em áreas agrícolas isoladas.


Escalada da violência no estado de Plateau

No estado de Plateau, pelo menos 16 cristãos foram assassinados desde o dia 2 de agosto. Os terroristas invadiram cinco aldeias de maioria cristã na região de Riyom, ao sudoeste de Jos, disparando contra os moradores e incendiando residências enquanto as famílias dormiam.

Na noite de 12 de agosto, as comunidades de Kyeng e Gwa-Wereng Rim foram atacadas, resultando na morte de Bulus Mwagwong e Stephen Dachollom Kaze. Outros ataques brutais ocorreram nas aldeias de Dorong e Jol, onde casas foram queimadas pelos invasores.

Em 4 de agosto, uma ação na vila de Tanjol tirou a vida de três homens: Dachung Danjuma, Victor Danjuma e Nyam Danjuma. Já no dia 2 de agosto, dez cristãos foram mortos nas comunidades de Torok, Kum e Wereng Camp, entre eles:

  • Jennifer Yohanna, uma bebê de apenas 3 meses;

  • Reto James, uma criança de 10 anos;

  • Endurance James, de 8 anos;

  • David Dachollom Danjuma, ex-parlamentar local, assassinado em Torok.

O deputado federal Fom Dalyop Chollom classificou o assassinato do ex-parlamentar como um ato bárbaro de terrorismo, que visa desestabilizar a região e semear o pânico entre os moradores. Ele cobrou ação imediata das forças de segurança estaduais.


Emboscada e morte de líder jovem em Nasarawa

A violência também atingiu o estado vizinho de Nasarawa. No dia 10 de agosto, líderes da igreja Evangelical Church Winning All (ECWA) conduziram o funeral de Filibus Usman Kuje, de 48 anos, na aldeia de Amaha, no condado de Kokona.

Kuje, que atuava como líder de jovens do conselho distrital de Ungwan Takwa, foi morto em uma emboscada por pastores Fulani no dia 6 de agosto, quando retornava de um evento religioso. A comunidade eclesiástica local manifestou profundo pesar e pediu orações pela família do líder neste momento de dor.


Desespero e sepultamento coletivo no estado de Benue

No estado de Benue, o sofrimento se repetiu de forma devastadora. Milhares de fiéis reuniram-se em Efeyi, no distrito de Ugboju, para o sepultamento coletivo de 15 cristãos assassinados em um ataque surpresa ocorrido na madrugada de 28 de julho.

“Este não é apenas mais um funeral, mas o sepultamento de sonhos, esperanças, famílias e futuros”, desabafou Orga Stephen, morador da região que acompanhou a despedida das vítimas Emmanuel Agwu, Ikpe John e Ameh Fredrick.

Moradores locais relataram que o ataque ocorreu por volta das 5h da manhã, pegando as famílias enquanto ainda dormiam. A comunidade clama por proteção estatal urgente para que os cristãos possam viver e trabalhar em suas terras sem o medo diário da violência.


O avanço do extremismo e a crise humanitária na Nigéria

A crise enfrentada por essas populações reflete uma realidade estatística alarmante. De acordo com a Lista Mundial da Perseguição 2026, da organização Portas Abertas, a Nigéria ocupa a 7ª posição entre os países onde é mais difícil praticar a fé cristã. Entre outubro de 2024 e setembro de 2025, o país registrou 72% de todas as mortes de cristãos por motivação religiosa em todo o mundo, totalizando 3.490 vítimas fatais.

Líderes locais apontam que os ataques promovidos por pastores Fulani extremistas no Cinturão Médio são motivados pelo avanço da desertificação, que reduz as áreas de pastagem e impulsiona a tomada violenta de terras agrícolas administradas por cristãos, além da imposição forçada do Islã.

O cenário é agravado pela presença de outros grupos terroristas no norte do país, como o Boko Haram, o Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP) e a nova facção jihadista Lakurawa, ligada à Al-Qaeda. Diante do enfraquecimento do controle governamental nas áreas rurais, os moradores dessas regiões permanecem sob constante ameaça de incursões armadas e sequestros. Com: Morning Star News

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