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Capelães rompem com a Igreja Anglicana e fundam nova denominação

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Capelães que estão em litígio na Justiça com a Igreja Anglicana na América do Norte anunciou a criação de uma nova denominação, chamada Igreja Católica Reformada Anglicana. O grupo de bispos formalizou recentemente a nova estrutura sob a legislação de entidade sem fins lucrativos no estado do Alabama.

De acordo com a divulgação feita pelo Virtue Online, o bispo Derek Jones, ligado à JAFC, foi indicado como liderança da denominação. Os organizadores descreveram a nova igreja como “anglicana clássica”. Em declaração atribuída à liderança, o grupo afirmou: “Vivemos de acordo com a tradição e a expressão do livro de orações que todos conhecemos e amamos na JAFC há quase 20 anos”.

Na sequência, acrescentou: “É reformada e católica, como idealizada pelo arcebispo Thomas Cranmer, bispo John Jewel, bispo Lancelot Andrewes e outros reformadores anglicanos — antiga em fidelidade ao testemunho dos apóstolos e formulada nos antigos credos e concílios”.

Em apresentação institucional divulgada pela própria denominação, a ARCC declarou que “existe para fornecer um lar eclesiástico estável para aqueles que amam a tradição anglicana, mas buscam responsabilidade clara, padrões doutrinários inabaláveis e uma profunda conexão com a Igreja Católica em geral”. A estrutura anunciada inclui três dioceses: a Diocese Anglicana de Santo André, voltada para a região oeste dos Estados Unidos; a Diocese Anglicana de São Martinho Tours, voltada para a região leste; e a JAFC.

O lançamento ocorre enquanto a liderança do grupo mantém uma disputa com a ACNA sobre o controle da JAFC, criada em 2014 como agência de credenciamento para capelães anglicanos.

Em setembro, o arcebispo Steve Wood, da ACNA, enviou uma carta afirmando que, a partir do verão, a liderança da denominação “recebeu denúncias críveis a respeito do bispo Derek Jones, alegando abuso de poder eclesiástico”. Wood acrescentou: “Essas queixas não envolviam má conduta física ou sexual, nem quaisquer preocupações doutrinárias”. Ele continuou: “No entanto, eram preocupantes porque o abuso do poder eclesiástico viola a confiança que é essencial para um ministério eficaz”.

A JAFC contestou as acusações e o processo de apuração, afirmando que Jones teria sido alvo de um “ataque direcionado”. O grupo declarou que o episódio ocorreu após ele “ter criticado erros, equívocos e má gestão dentro do gabinete do Arcebispo”.

Ainda em setembro, o presidente da JAFC, David van Esselstyn, comunicou a Wood que o grupo encerraria o vínculo com a ACNA e solicitou que a denominação deixasse de utilizar a marca registrada associada à JAFC. A ACNA não reconheceu o desligamento e indicou uma nova liderança para o grupo. Em outubro, a JAFC apresentou uma queixa em tribunal distrital contra a ACNA, alegando que a denominação teria tentado realizar uma “aquisição corporativa fracassada” ao buscar suspender o presidente corporativo e assumir suas funções.

Em novembro, o juiz distrital federal Bruce Hendricks, do Distrito da Carolina do Sul, na Divisão de Charleston, decidiu parcialmente a favor de um pedido de liminar apresentado pela JAFC contra a ACNA.

No início deste mês, o Conselho de Inquérito da ACNA acusou Derek Jones de quatro supostas violações do direito canônico: “Recusa em seguir uma Admoestação Divina”, “Desobediência ou transgressão intencional dos Cânones da Igreja”, “conduta que causa escândalo ou ofensa, incluindo o abuso de poder eclesiástico” e “promoção e provocação de cisma dentro desta Igreja”.

Segundo informado pelo The Christian Post, o Julgamento de um Bispo no Tribunal deverá definir os próximos passos, com a possibilidade de Jones ser julgado à revelia caso não participe do processo.

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