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Delegada expõe perfil de agressores e sinais de abuso infantil; veja quais são

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Diariamente, mais de 750 crianças sofrem algum tipo de abuso infantil no Brasil, segundo dados do Disque 100, serviço federal vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos. O número, que segue em trajetória ascendente, serve de base para o lançamento do livro Proteja as Crianças: Estratégias, soluções e esperança na luta contra o abuso infantil, da delegada e deputada estadual Sheila Oliveira (PL-MG). A obra tem como objetivo engajar a sociedade no enfrentamento ao problema.

Agressor costuma ser próximo da vítima, alerta autora

Um dos alertas centrais da publicação é sobre o perfil do agressor: ao contrário do que muitos imaginam, não se trata de um estranho. Ele pode estar no ambiente familiar, escolar ou até religioso, e costuma agir justamente quando os adultos próximos à criança não identificam os indícios da violência.

Com mais de 30 anos de atuação na polícia, Sheila reúne no livro relatos reais, com nomes fictícios, que escancaram esse padrão. Em um dos casos, Lorena, de 6 anos, deixou uma calcinha com manchas de sangue à vista da mãe, mas o sinal foi ignorado. Em outro, Diego voltou a fazer xixi na cama depois de já ter superado essa fase, e os adultos atribuíram o episódio a um simples “período infantil”.

A autora destaca, porém, que há pessoas que rompem o silêncio. “Dona Elvira, aquela mulher simples e aposentada, foi o anjo que quebrou o ciclo do silêncio, pois Letícia, como tantas outras, poderia ter passado anos vivendo um terror velado, e isso dentro da própria casa. Aquela menina não era sua filha, mas dona Elvira ouviu seu choro. E agiu com coragem. O silêncio protege o agressor, mas a coragem salva vidas.”

Sinais físicos e comportamentais devem ser observados

A publicação sobre abuso infantil elenca uma série de indicadores que merecem atenção de pais, educadores e cuidadores: mudanças súbitas no comportamento, isolamento, agressividade, medo de pessoas ou lugares específicos, regressão em hábitos já superados, sexualização prematura, queixas físicas sem causa aparente, distúrbios do sono, queda no rendimento escolar e menções a símbolos ligados à pedofilia na internet – como o triângulo em espiral azul (preferência por meninos), o coração em espiral rosa (preferência por meninas) e a borboleta colorida ou símbolo duplo (interesse por ambos os sexos ou por vítimas muito jovens).

Ferramenta lúdica ajuda crianças a identificar riscos

O livro sobre abuso infantil também traz instrumentos práticos para capacitar os pequenos a reconhecerem situações de perigo. Entre eles, o “Semáforo do Toque”, metodologia criada pela escritora Vitória Reis que ensina, de forma lúdica, quais tipos de contato físico são aceitáveis e quais devem ser imediatamente reportados a um adulto de confiança. Com: Pleno News.

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