sociedade
Dezenas de parlamentares advertiram sobre a legalização do suicídio assistido
Uma carta aberta foi dirigida ao Lord Chancellor do Reino Unido.
O All-PArty Parliamentary Humanist Group (APPHG), apelou para uma mudança na lei sobre o suicídio assistido no Reino Unido, para permitir que médicos administrem drogas letais para pacientes que queiram tirar suas vidas e que atendem certas condições.
Por outro lado, uma carta aberta do 70 MPs e Peers no mês passado, expressou preocupações com a legalização da eutanásia, pois pode resultar que idosos, doentes ou deficientes se sintam obrigados a acabar com as suas vidas.
O documento insiste que ao Lord Chancellor que rejeite o pedido de inquérito, pois ele pode criar um caso que mude a lei e tal mudança não pode ser considerada, mantendo a lei atual que proíbe o suicídio assistido.
Dessa forma, eles citam várias jurisdições que a princípio aderiram a legalização do suicídio assistido ou eutanásia a um grupo seleto e lentamente sua abrangência aumentou para aplicação geral dos indivíduos.
“Em Oregon, que é o modelo declarado pelos ativistas para uma lei de ‘morte assistida’, os casos de suicídio assistido aumentaram quinze vezes desde que foi introduzido em 1997”, afirma a carta.
Cuidados paliativos ao invés da eutanásia
Além disso eles citaram uma nova legislação no Canadá para ampliar a eutanásia a menores maduros e a pessoas com problemas mentais, e também a Holanda que permite o suicídio assistido a crianças deficientes menores de 12 meses, adultos deficientes e não competentes mentalmente, incluindo depressão e anorexia.
Assim, a carta aponta que caso aprovado uma legislação que permite o suicídio assistido cria um perigo a vida de pessoas que não desejam morrer em primeiro lugar e propõe uma necessidade de cuidados paliativos ao invés da eutanásia, segundo o Christian Today.
“Os cuidados paliativos são um ramo relativamente novo da medicina, mas é um ramo no qual o Reino Unido – com sua longa tradição de cuidados paliativos maravilhosos – é agora o líder mundial”, afirma o documento.