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Emboscada de hindus deixa evangelistas feridos na Índia

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Um grupo de nacionalistas hindus atacou um micro-ônibus que transportava uma equipe de evangelistas nas proximidades da vila de Korrakudu, no estado de Andhra Pradesh, no sul da Índia. O veículo ficou totalmente destruído, e vários integrantes do grupo sofreram ferimentos durante a ação.

A equipe, formada por 15 evangelistas da Gospel Hall Church, com sede em Anantapur, seguia para realizar uma atividade evangelística em Korrakudu. Segundo os organizadores, a pregação foi interrompida após moradores informarem que ocorria um festival hindu local. Diante do cenário, os evangelistas decidiram deixar a região para evitar conflito.

Ao se aproximarem da saída da vila, o micro-ônibus foi cercado por cerca de 30 homens em motocicletas. Testemunhas relataram que parte dos agressores vestia camisetas e turbantes de cor laranja. O grupo cercou o veículo e passou a quebrar os vidros e a lataria com tacos de críquete, pedras e pedaços de madeira.

Os atacantes também levaram combustível com a intenção de incendiar o micro-ônibus. Os evangelistas conseguiram sair do local antes que o fogo fosse iniciado. Imagens do ataque circularam nas redes sociais, mostrando a destruição do veículo e agressões físicas, enquanto os envolvidos entoavam slogans religiosos. A ação foi interrompida quando um dos líderes do grupo impediu que o incêndio fosse consumado.

No dia seguinte ao ataque, cerca de 500 pastores, reunidos pela Associação de Bem-Estar dos Pastores Zilla de Anantapur (AZPWA), dirigiram-se ao escritório do superintendente de polícia para registrar uma queixa formal. A mobilização resultou na emissão de um Relatório de Primeira Informação (FIR), documento que dá início aos procedimentos legais.

Na denúncia apresentada, pastores afirmaram ter identificado mais de 15 líderes do grupo nacionalista hindu apontados como coordenadores da emboscada. Após a formalização do registro policial, anciãos da vila de Korrakudu procuraram a polícia e solicitaram que a AZPWA retirasse a queixa, argumentando que a aplicação da lei poderia comprometer o futuro dos jovens envolvidos.

Autoridades estaduais também intervieram. O primeiro-ministro e o ministro do Interior de Andhra Pradesh pediram aos pastores que considerassem uma postura mais flexível em relação à denúncia. Ambos asseguraram que o governo adotará medidas para prevenir novos ataques contra a comunidade cristã.

Falando em nome da Associação de Pastores de Anantapur, o Comitê de Ação Cristã Conjunta (CJAC) informou que a fé cristã ensina o perdão e que não há intenção de prosseguir com ações penais contra os jovens envolvidos. A entidade explicou que o registro policial será mantido para fins de acionamento do seguro, devido aos danos graves ao veículo.

O presidente do CJAC, John Daniel, afirmou que os jovens foram manipulados por organizações extremistas. Ele declarou que esses grupos incentivam ações fora da lei e ataques contra cristãos, desviando os jovens de suas responsabilidades pessoais e profissionais.

A Associação de Luta pelos Direitos Tribais Dalit cobrou providências legais rigorosas contra os responsáveis pelo ataque. A entidade alertou que a ausência de medidas firmes pode levar o estado a um cenário de conflito étnico mais amplo.

Durante coletiva de imprensa, o presidente honorário distrital Madagalam Prasad afirmou que a Constituição da Índia garante a todo cidadão o direito de professar, praticar e propagar a religião de sua escolha. Ele declarou que forças intolerantes têm recorrido à violência e à intimidação para violar esse direito e pediu ação firme do governo para conter ataques religiosos.

Prasad alertou que a escalada de violência pode alimentar o fanatismo religioso em Andhra Pradesh. Ele defendeu a adoção de medidas preventivas para proteger a comunidade cristã e preservar a convivência pacífica entre diferentes crenças no estado, segundo informações do Guia-me.

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