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Falsas igrejas têm que ser denunciadas, diz pastor

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O pastor Allen Jackson afirmou recentemente que cristãos precisam ter coragem para denunciar aquilo que descreveu como uma “igreja falsa”, que, segundo ele, promove ensinos e práticas incompatíveis com o cristianismo bíblico. A declaração foi feita durante uma entrevista concedida no sábado à Fox News.

Jackson é pastor sênior da World Outreach Church, em Murfreesboro, no estado do Tennessee, nos Estados Unidos.

Durante a entrevista, o líder religioso afirmou que cristãos que defendem posições teológicas consideradas historicamente ortodoxas vêm sendo rotulados negativamente no debate público.

Segundo ele, pessoas que expressam ideias religiosas alinhadas a posições políticas progressistas costumam receber reconhecimento público, enquanto cristãos que defendem ensinamentos bíblicos tradicionais são frequentemente acusados de representar uma ameaça.

“Se você defende opiniões de esquerda e as expressa publicamente a partir de uma base religiosa, você é celebrado. Se você defende visões cristãs ortodoxas e as expressa publicamente, dizem que você é uma ameaça e um perigo”, afirmou o pastor.

Referência a liberal

Jackson citou como exemplo o deputado estadual do Texas James Talarico, do Partido Democrata, que ganhou notoriedade por defender interpretações teológicas consideradas liberais por setores conservadores.

Ao comentar a atuação do parlamentar, o pastor questionou por que Talarico não recebe o mesmo tipo de crítica que outros cristãos enfrentam.

“Onde estão os rótulos de ‘nacionalista cristão’ para Talarico?”, perguntou.

Na avaliação de Jackson, o deputado estaria utilizando linguagem religiosa para tornar mais aceitáveis ao público posições políticas e teológicas que ele considera alinhadas à esquerda.

Teologia e ideologia de gênero

O pastor também criticou declarações de Talarico que utilizam trechos do livro de Gênesis para sustentar argumentos relacionados à ideologia de gênero.

Para Jackson, esse tipo de interpretação representa uma distorção das Escrituras.

“A heresia não é algo novo ou progressivo. Ela remonta ao Jardim do Éden, quando disseram: ‘Não vamos cooperar com o que Deus disse ou com os limites que Ele nos deu’”, afirmou.

Segundo ele, a posição do deputado refletiria uma rejeição moderna aos limites estabelecidos por Deus na Bíblia.

Aborto e Bíblia

Jackson também comentou declarações feitas por Talarico em uma participação no podcast de Joe Rogan, nas quais o parlamentar sugeriu que a história da Anunciação poderia ser interpretada como argumento favorável ao aborto.

O pastor classificou essa interpretação como desrespeitosa à figura de Maria, mãe de Jesus.

Ele afirmou que a história bíblica mostra Maria como exemplo de “corajosa obediência”, lembrando que ela enfrentou suspeitas e sofrimento ao aceitar o papel de gerar o Messias.

“Você pode pegar qualquer versículo fora de seu contexto e provar o que quiser”, disse Jackson, acrescentando que interpretações desse tipo ignoram o contexto mais amplo das Escrituras.

Ortodoxia cristã

Na avaliação do pastor, utilizar a Bíblia para justificar o aborto seria um exemplo de “ginástica teológica”, expressão usada por ele para criticar interpretações que, segundo sua visão, distorcem o ensino bíblico.

Jackson afirmou que tais posições revelariam a existência de uma “igreja falsa”, que, segundo ele, deve ser confrontada por cristãos comprometidos com o que considera a doutrina bíblica.

“Não é ortodoxo, e teremos que ter a coragem de fazer essas distinções”, declarou.

Ele comparou essa postura à forma como o ex-presidente Donald Trump denunciou o que chamou de “notícias falsas”, afirmando que cristãos também precisariam identificar e denunciar ensinos que consideram contrários à fé bíblica.

Avaliação de Al Mohler

O debate também foi comentado pelo pastor e teólogo batista Al Mohler, que em artigo recente avaliou que o posicionamento teológico de Talarico estaria ligado a ambições políticas. Mohler afirmou que o liberalismo teológico defendido pelo parlamentar refletiria uma tentativa de ampliar sua influência no cenário político, segundo o The Christian Post.

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