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Falso apóstolo é preso por trabalho forçado e lavagem de dinheiro

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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou em 28 de agosto a prisão de David E. Taylor, 53 anos, e Michelle Brannon, 56 anos, diretora executiva de sua organização. Ambos foram detidos sob a acusação de envolvimento em uma conspiração de trabalho forçado e lavagem de dinheiro, após a apresentação de uma denúncia com dez acusações por um grande júri no Distrito Leste de Michigan.

Segundo o comunicado oficial, Taylor deverá comparecer ao tribunal em Durham, Carolina do Norte, enquanto Brannon terá audiência em Tampa, Flórida. Entre as acusações estão conspiração para cometer trabalho forçado, trabalho forçado e conspiração para lavagem de dinheiro. As investigações apontam que vítimas teriam sido exploradas em Michigan, Flórida, Texas e Missouri, sendo forçadas inclusive a tomar o contraceptivo de emergência Plan B.

A procuradora-assistente geral Harmeet K. Dhillon, da Divisão de Direitos Civis, declarou: “Combater o tráfico de pessoas é uma prioridade máxima para o Departamento de Justiça. Estamos comprometidos em perseguir e pôr fim a este flagelo de forma implacável e obter justiça para as vítimas.” Já o procurador-geral Jerome F. Gorgon Jr., do Distrito Leste de Michigan, acrescentou: “Usaremos todas as ferramentas legais contra traficantes de pessoas e buscaremos justiça para suas vítimas. Um caso como este só é possível por meio de um esforço conjunto com nossos parceiros federais em todo o país e as agências não governamentais que prestam apoio às vítimas.”

Denúncias de abuso

O Joshua Media Ministries International, de Taylor, administra a Kingdom of God Global Church, em Michigan. De acordo com o Departamento de Justiça, o grupo operava call centers que arrecadavam doações diariamente. As vítimas eram obrigadas a trabalhar nessas estruturas, atuando como “portadores de armas” — função descrita como de servos pessoais de Taylor, que precisavam atender suas demandas 24 horas por dia.

As denúncias afirmam que os acusados impunham metas de arrecadação inatingíveis e aplicavam punições severas a quem não as cumprisse. Entre os castigos relatados estavam humilhações públicas, restrições de comida e abrigo, privação de sono, agressões físicas, abuso psicológico e ameaças de julgamento divino, incluindo doença, acidentes e condenação eterna.

Histórico de controvérsias

O nome de Taylor já esteve envolvido em outras controvérsias. Em 2016, ele foi deposto em um tribunal de Michigan por suposta corrupção financeira, quando alegou estar confuso com as perguntas e deu respostas consideradas evasivas. Em 2022, ele comprou uma mansão de US$ 8,3 milhões em Tampa, Flórida, pertencente à coproprietária do Tampa Bay Buccaneers, Darcie Glazer Kassewitz, financiada com hipoteca de US$ 4,9 milhões.

Em 2019, sua ex-esposa, Tabitha Taylor, afirmou em uma transmissão no Facebook Live que decidiu se manifestar para alertar a Igreja sobre comportamentos abusivos e contrários às Escrituras. “Estamos pregando no púlpito e dormindo com nossos membros. Estamos pregando no púlpito e abusando das ovelhas. […] Estamos destruindo os casamentos das pessoas, estamos destruindo os lares, e Deus não está satisfeito”, declarou Tabitha.

Taylor também ficou conhecido por alegar que teria ressuscitado uma mulher, declaração amplamente contestada, conforme informado pelo The Christian Post.

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