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Secretário dos EUA diz que ora por sabedoria em ação no Irã

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O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que tem orado pelos militares americanos envolvidos em operações no Oriente Médio em meio ao aumento das tensões com o Irã. O secretário declarou que a oração faz parte das decisões relacionadas à política externa do governo liderado pelo presidente Donald Trump.

As declarações ocorreram durante uma coletiva de imprensa realizada na segunda-feira. Na ocasião, Hegseth participou do briefing ao lado do chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, para apresentar atualizações sobre a Operação Epic Fury, conduzida pelos Estados Unidos no território iraniano.

Durante o encontro com jornalistas, um repórter perguntou qual seria a oração do secretário pelos militares que se encontram em áreas de risco. Hegseth respondeu mencionando sua própria prática de intercessão pelos soldados. “Minha oração por eles é que eu ore por eles”, afirmou.

O secretário acrescentou que a intercessão também ocorre dentro de seu ambiente familiar e de trabalho. “Minha esposa ora por eles. Nossa família ora por eles. Nosso gabinete ora por eles. Nada disso é feito por capricho”, declarou.

Hegseth também afirmou que as decisões relacionadas à missão são acompanhadas de momentos de oração. Segundo ele, as recomendações apresentadas ao presidente dos Estados Unidos são feitas com reflexão espiritual e busca por direção.

“Sei que pensamos neles em cada decisão que tomamos e em cada recomendação que fazemos ao presidente dos Estados Unidos. Essas recomendações são feitas em oração, e quando oro todos os dias por eles e por esta missão, oro simplesmente por sabedoria bíblica para buscar o que é certo e coragem para fazê-lo”, declarou.

O secretário também mencionou os desafios da operação militar e pediu que outras pessoas intercedam pelos envolvidos na missão. “Será preciso coragem para levar isso adiante. Haverá muita repercussão negativa e oramos para que isso aconteça, e esperamos que todos vocês também orem”, afirmou.

No início da coletiva, Hegseth dirigiu uma mensagem aos militares que participam das operações. “Que o Deus Todo-Poderoso os proteja e que Seus braços providenciais se estendam sobre vocês. Que Deus os acompanhe, guerreiros — e continuem firmes”, declarou.

O presidente Donald Trump também mencionou a oração ao anunciar a Operação Epic Fury em um discurso transmitido à nação no sábado. O presidente afirmou que o governo tem orado pelos militares que participam da missão.

“Oramos por cada membro das Forças Armadas que, altruisticamente, arrisca suas vidas para garantir que os americanos e nossos filhos jamais sejam ameaçados por um Irã com armas nucleares. Pedimos a Deus que proteja todos os nossos heróis em perigo e confiamos que, com a Sua ajuda, os homens e mulheres das Forças Armadas prevalecerão. Temos os melhores do mundo e eles prevalecerão”, declarou Trump.

As declarações de integrantes do governo ocorreram enquanto líderes cristãos apresentaram diferentes reações à operação militar. O reverendo Franklin Graham, presidente da organização humanitária Samaritan’s Purse e da Associação Evangelística Billy Graham, incentivou cristãos a orar pelas autoridades e pelos militares.

Graham pediu intercessão pelo presidente e pelas tropas envolvidas na missão. Ele afirmou que os soldados estão arriscando suas vidas para proteger os Estados Unidos e trazer liberdade ao povo iraniano.

O ativista cristão Shane Claiborne, por outro lado, manifestou crítica à operação. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que a violência tende a gerar novos conflitos.

“A violência só gera mais violência. Quem vive pela espada, morre pela espada”, escreveu Claiborne.

O ativista acrescentou que, em sua avaliação, a fé cristã apresenta um chamado à reconciliação. “Dois erros nunca fazem um acerto. É impossível amar nossos inimigos como Cristo ordena e, ao mesmo tempo, preparar-se para matá-los”, declarou.

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