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Marido de Sara Mariano é condenado a 34 anos de prisão

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O Tribunal do Júri de Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador, condenou Ederlan Santos Mariano a 34 anos e cinco meses de prisão, em regime fechado, pela morte da cantora gospel Sara Mariano. A sentença foi proferida na quarta-feira, 25, após julgamento iniciado no dia anterior.

Outros dois réus também foram condenados: Victor Gabriel Oliveira Neves recebeu pena de 33 anos e dois meses, e Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como Bispo Zadoque, foi condenado a 28 anos e seis meses. A pena de Weslen foi reduzida devido à confissão apresentada durante o julgamento.

Os três foram considerados culpados por feminicídio qualificado por motivo torpe, com pagamento e promessa de recompensa, além de uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Segundo as investigações conduzidas pelo delegado Euvaldo Costa, Ederlan Mariano foi apontado como mandante do crime. As apurações indicam que Gideão Duarte de Lima levou a vítima até o local, Victor Gabriel a imobilizou e Weslen Pablo executou o assassinato com golpes de faca.

Gideão Duarte já havia sido condenado em abril de 2025 a 20 anos e quatro meses de prisão. Durante a investigação, ele, Victor Gabriel e Weslen Pablo admitiram ter dividido R$ 2 mil pagos por Ederlan para a execução do crime.

O Ministério Público da Bahia sustentou a acusação com base em feminicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa.

Sara Mariano desapareceu em 24 de outubro de 2023, após sair de casa, no bairro de Valéria, em Salvador, com destino a um encontro de mulheres em uma igreja. Horas antes, ela havia publicado nas redes sociais que seguia para Dias d’Ávila.

O corpo da cantora foi encontrado no dia 27 de outubro, às margens da BA-093. Quatro dias após o crime, Ederlan Mariano foi preso. Antes disso, ele havia registrado o desaparecimento da esposa e mobilizado buscas nas redes sociais e na imprensa.

As prisões dos demais envolvidos ocorreram em novembro de 2023. Weslen Pablo foi detido no dia 14, enquanto Gideão Duarte e Victor Gabriel foram presos no dia 15, após decisões judiciais que mantiveram as detenções.

O julgamento do caso havia sido inicialmente previsto para novembro de 2025, mas foi antecipado após decisão judicial. Durante o processo, advogados dos réus deixaram o plenário alegando falta de segurança, e a Justiça considerou a conduta irregular, mantendo o julgamento no Fórum Desembargador Gerson Pereira dos Santos.

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