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Mulheres casadas e com filhos são mais felizes que solteiras, aponta estudo

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Um novo relatório do Instituto de Estudos da Família (IFS), intitulado “Em busca: casamento, maternidade e bem-estar feminino”, sugere que mulheres casadas, especialmente mães, apresentam índices mais elevados de felicidade em comparação às solteiras, com ou sem filhos. A pesquisa destaca que o casamento e a maternidade estão fortemente associados a experiências de afeto físico, conexão emocional e propósito de vida.

As conclusões foram apresentadas pela professora de psicologia Jean Twenge, da Universidade Estadual de San Diego, pela professora Jenet Erickson, da Universidade Brigham Young, e pelos pesquisadores Wendy Wang e Brad Wilcox, do IFS. O levantamento foi realizado entre 1º e 12 de março deste ano, a partir de entrevistas conduzidas pela YouGov com 3.000 mulheres americanas de 25 a 55 anos. Segundo os dados, quase o dobro das mães casadas declarou ser “muito feliz” em comparação com mulheres solteiras sem filhos.

Entre os indicadores avaliados, a pesquisa apontou que o afeto físico desempenha papel central na saúde emocional. Aproximadamente 47% das mães casadas e 49% das mulheres casadas sem filhos afirmaram ter altos níveis de contato físico, como abraços e beijos. Em contraste, apenas 23% das mães solteiras e 13% das solteiras sem filhos relataram o mesmo. Os pesquisadores observaram que “o toque provoca a liberação de ocitocina no cérebro, promovendo relaxamento, aumentando a confiança e reduzindo o estresse”.

A percepção de solidão também foi menor entre as casadas. Apenas 11% das mães casadas e 9% das casadas sem filhos disseram sentir-se solitárias na maior parte ou todo o tempo. Já entre as mães solteiras, esse índice subiu para 23%, e para 20% entre as solteiras sem filhos. O estudo ressalta que, ao contrário da ideia de que o casamento implicaria em isolamento social, os dados mostram maior envolvimento comunitário entre casadas, incluindo participação em atividades voluntárias e frequência a igrejas.

No quesito bem-estar geral, 47% das mães casadas e 43% das casadas sem filhos disseram considerar a vida agradável na maior parte ou todo o tempo. Esse percentual cai para 40% entre mães solteiras e 34% entre mulheres solteiras sem filhos. Os pesquisadores afirmaram ainda que “o casamento molda e amplia a experiência da maternidade”, ressaltando que, apesar dos desafios como aumento de estresse e menor tempo pessoal, a vida familiar está associada a um sentido ampliado de propósito e resiliência emocional.

O relatório destaca que “o toque mais frequente é, por si só, um indicador significativo de aumento da felicidade”. Apenas 7% das mulheres que relatam baixos níveis de toque afirmaram ser muito felizes, contra 22% daquelas que experimentam altos níveis de afeto físico. O levantamento sugere, portanto, que a vivência conjugal e familiar, longe de limitar, amplia o campo de relações e fortalece o bem-estar feminino.

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