O bispo Teo Hayashi utilizou suas redes sociais para tecer uma análise contundente sobre os episódios de racismo que marcaram a Copa do Mundo de 2026. Para ele, as cenas de preconceito presenciadas nos estádios vão além de uma questão cultural ou geográfica — revelam, na verdade, uma chaga espiritual e humana.
“Não é coisa de Argentina, Espanha e Paraguai. Isso aqui é um problema da raça humana”, afirmou o líder cristão em um vídeo publicado após os casos ganharem grande repercussão.
Hayashi fez questão de citar o episódio envolvendo o influenciador IShowSpeed, que sofreu ataques racistas durante a partida entre Argentina e Cabo Verde, realizada em Miami. Torcedores dirigiram ao streamer gestos imitando macacos, gritos como “go home” e a ofensa “vai chorar no zoológico”. “Ele tá nos Estados Unidos, cara. Para pra pensar nisso. O nível da insanidade do preconceito”, desabafou o bispo.
O líder religioso também mencionou as ofensas voltadas contra a seleção francesa e lembrou que o atacante Kylian Mbappé voltou a ser alvo de ataques racistas na internet, incluindo declarações atribuídas à senadora paraguaia Celeste Amarilla. Para Hayashi, esses casos evidenciam que o preconceito não conhece fronteiras nem se limita a uma nacionalidade específica.
Em sua fala, o bispo direcionou críticas ao silêncio do astro Lionel Messi diante dos episódios. “Ele teve diversas oportunidades de denunciar e condenar publicamente o racismo e não o fez”, pontuou. Em seguida, fez uma ressalva: “Não estou dizendo que o Messi concorda com o racismo. Não existe qualquer evidência disso. A única coisa que eu estou dizendo é que influência gera, ou pelo menos deveria gerar, responsabilidades. E que quando o assunto é uma injustiça desse porte, como o racismo, toda voz importa. E até agora, nada.”
Ao trazer sua perspectiva teológica, Hayashi afirmou que “o racismo é pecado” e que “não fere só o coração das pessoas que são vítimas do racismo. Ele também, ou na verdade mais do que tudo, fere o coração de Deus”. Segundo ele, todos os seres humanos foram criados à imagem e semelhança divina e, portanto, possuem a mesma dignidade inerente.
O bispo ainda recorreu a passagens bíblicas para sustentar que Cristo derrubou barreiras entre os povos e que os cristãos têm o dever de atuar como agentes de reconciliação. Para encerrar a mensagem, Hayashi resgatou uma célebre frase de Martin Luther King Jr.:
“A maior tragédia não é a opressão e a crueldade de pessoas más, mas o silêncio das pessoas boas diante delas.” E concluiu com um apelo: “Que eu e você tenhamos ousadia para não nos calarmos num tempo como este. Deus te abençoe.” Com: Exibir Gospel.