sociedade
Reitores da USP, Unicamp e Unesp criticam nomeação de nova presidente da Capes
Cláudia Mansani Queda de Toledo defende ideologia de gênero.
A nomeação de Cláudia Mansani Queda de Toledo para a presidência da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) não desagradou apenas conservadores, mas reitores de diversas universidades, como a Universidade São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
No último sábado, 17 de abril, eles publicaram um manifesto contra a nomeação, por inconsistências no currículo de Queda de Toledo. A Capes é responsável por avaliar os cursos de pós-graduação, divulgar produções científicas, promover a cooperação internacional e atuar na formação de professores da educação básica.
“A qualificação técnica, o abrangente conhecimento sobre a pós-graduação e sobre o sistema de educação e o currículo acadêmico devem ser os critérios predominantes na escolha de dirigentes deste tipo de órgão”, afirma o manifesto. “Sem estes, como é o caso da presente nomeação, antevemos enormes dificuldades na gestão futura da Capes.”
Queda de Toledo é reitora do Centro Universitário de Bauru, faculdade particular que antes tinha o nome de Instituto Toledo de Ensino (ITE), no interior paulista. Foi no antigo ITE que o ministro da Educação, Milton Ribeiro, se formou em direito em 1990.
O curso de mestrado “Sistema Constitucional de Garantias de Direitos”, sob sua coordenação, recebeu nota 2 na avaliação quadrienal da Capes, o que levou a descredenciamento do curso, segundo as regras, dando recomendação para o seu fechamento.
Queda de Toledo também tem publicações nas quais defende ideologia de gênero e um posicionamento mais à esquerda na política. A nova presidente substituiu Benedito Guimarães Aguiar Neto, ex-reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Ele havia sido nomeado na gestão Abraham Weintraub e era defensor do criacionismo (teoria segundo a qual o mundo foi criado por Deus).