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Relatório: décadas de abuso infantil por gangues de abusadores muçulmanos na Inglaterra
Na última quarta-feira (17 de junho), foi divulgado o que especialistas consideram o mais contundente e abrangente levantamento já produzido sobre um dos maiores escândalos da história recente do Reino Unido. O Rape Gang Inquiry Report, de autoria do parlamentar Rupert Lowe MP, revela a existência de um sistema de exploração sexual infantil organizada, praticada por gangues de abusadores muçulmanos, que operou em cerca de 40% do território britânico.
O documento descreve um padrão em que meninas brancas de origem humilde — muitas oriundas de lares desestruturados ou sob cuidados do Estado — foram violentadas por redes compostas majoritariamente por homens de origem paquistanesa e fé muçulmana. Enquanto isso, polícia, serviços sociais, hospitais, escolas e agentes políticos optaram pelo silêncio para evitar acusações de racismo. Estima-se que mais de 250 mil crianças tenham sido vítimas.
Segundo registros judiciais, aproximadamente 87% dos condenados nesses casos tinham nomes de origem muçulmana, o que deu origem ao termo gangues de abusadores muçulmanos. Meninas de apenas 11 anos eram retiradas na porta da escola em táxis, dopadas, estupradas em grupo, filmadas para serem chantageadas, traficadas entre cidades e chamadas de kuffar (infiéis) e “lixo branco que merecia punição”.
O NHS, sistema público de saúde britânico, recebia adolescentes de 13 anos com clamídia na garganta e nos órgãos genitais, gonorreia, verrugas e doenças inflamatórias pélvicas recorrentes — e as liberava sem qualquer investigação.
Tensão social explode em 2026
O relatório sobre as gangues de abusadores muçulmanos vem a público num dos períodos mais conturbados da história social recente da Grã-Bretanha. Em dezembro de 2025, Henry Nowak, 18 anos, foi esfaqueado cinco vezes em Southampton. Ao chegar, a polícia o algemou enquanto ele pedia socorro — porque o agressor havia ligado primeiro, alegando ser vítima de racismo.
Em junho de 2026, com a divulgação das imagens das câmeras corporais após a condenação do agressor à prisão perpétua (com mínimo de 21 anos), o episódio tornou-se símbolo do que milhões de britânicos passaram a chamar de two-tier policing — um sistema de justiça com pesos e medidas diferentes conforme a identidade do envolvido.
Dias depois, Belfast entrou em erupção. Hadi Alodid, solicitante de asilo sudanês de 30 anos que chegou ao Reino Unido em 2023, esfaqueou Stephen Ogilvie no rosto e pescoço, causando-lhe a perda da visão do olho esquerdo. Horas mais tarde, carros foram incendiados, residências de estrangeiros foram atacadas, a polícia utilizou canhões de água e dois dias de distúrbios deixaram a cidade em estado de choque.
Raízes de uma crise anunciada
A tensão de 2026 não surgiu do nada. Ela é o acúmulo de décadas de omissão estatal, combinada com a ascensão de uma ideologia institucional que trocou a imparcialidade por engenharia social. Enquanto crianças eram estupradas em hotéis e apartamentos por todo o país, as instituições britânicas estavam ocupadas em garantir que ninguém fosse chamado de racista.
Policiais recebiam treinamento sobre “privilégio branco”. Relatórios internos sobre abuso eram suprimidos para não “perturbar a coesão comunitária”. Mães que descreviam abusadores à polícia eram repreendidas por usar a palavra “asiático”. O medo de parecer intolerante tornou-se, na prática, uma forma de paralisia — e o preço foi pago pelas vítimas, não pelos burocratas.
O relatório que veio de fora
O Rape Gang Inquiry não é uma investigação oficial. Trata-se de um inquérito privado, financiado por doações públicas e organizado no âmbito da direita política britânica. Segundo o próprio documento, foram arrecadadas mais de 23 mil contribuições, totalizando £793 mil (cerca de R$ 5,4 milhões), com impulso significativo de Elon Musk. Presidido por Rupert Lowe MP, o relatório conta com painéis integrados por parlamentares conservadores como Esther McVey, Nick Timothy e Carla Lockhart.
O levantamento documenta a exploração sexual organizada de crianças — majoritariamente meninas brancas de classe trabalhadora, por grupos de homens predominantemente de origem paquistanesa e muçulmana — em cidades de toda a Grã-Bretanha, com registros que remontam aos anos 1950 e expansão industrial a partir dos anos 1990.
O modus operandi
O padrão das gangues de abusadores muçulmanos descrito é uniforme em diferentes localidades: meninas entre 11 e 15 anos eram abordadas por homens jovens que simulavam amizade ou relacionamento amoroso, recebiam álcool, drogas e presentes, eram transportadas em táxis para casas, apartamentos, hotéis e restaurantes, onde eram estupradas coletivamente, filmadas para chantagem e repassadas entre agressores como mercadoria. O relatório identifica casos em pelo menos 149 dos 388 distritos locais — cerca de 40% do total.
Depoimentos devastadores
Chloe — nome fictício — tinha 11 anos quando foi abordada pela primeira vez. Aos 12, foi levada a um cemitério, embriagada com uísque, estuprada, e o agressor introduziu a garrafa vazia em sua vagina, onde se partiu. Ela foi ao pronto-socorro. O vidro foi removido. Ninguém perguntou nada. Ela foi dispensada.
Quando a polícia a encontrava em carros com homens adultos, perguntava se ela “consentia”. Ela declarou ao inquérito que não sabia o significado da palavra. Os policiais registraram que sim.
Michelle disse ter sido estuprada por entre 600 e 700 homens diferentes ao longo de três anos, dos quais, segundo ela, “98% eram muçulmanos paquistaneses. Se não, eram iraquianos muçulmanos ou curdos.” Ela engravidou quatro vezes antes dos 18 anos — todas decorrentes de estupros.
Fiona entrou em acolhimento aos 13 anos. O lar em que foi colocada já havia sido identificado em um documentário televisivo como de alto risco para exploração sexual — antes de sua chegada. Os abusadores estacionavam do lado de fora, conversavam abertamente com a equipe, ligavam para saber da disponibilidade das meninas. Uma funcionária foi advertida de que registrar placas de carros estava “acima do seu salário” e que perderia o emprego se o fizesse. O lar recebia £5 mil por semana do Estado para cuidar de Fiona.
Quando a mãe de Fiona ligou para a polícia relatando abuso por homens asiáticos, o atendente respondeu: “Você não pode descrevê-los como homens asiáticos porque isso é racismo. Você deveria estar feliz que sua filha está aprendendo uma cultura diferente.” Em uma ocasião, um policial devolveu Fiona à casa onde o abuso ocorria e disse aos homens que “se divertissem com ela.”
250 mil vítimas: uma estimativa conservadora
O relatório de Lowe estima em ao menos 250 mil o número de vítimas em todo o país. O cálculo parte de dados já confirmados por investigações anteriores: 1.400 crianças abusadas em Rotherham entre 1997 e 2013 e mais de mil em Telford ao longo de décadas. Aplicando essas proporções à escala nacional, considerando os 149 distritos com o mesmo padrão documentado, chega-se a 250 mil como piso mínimo. O próprio relatório reconhece que o número real é provavelmente maior — porque evidências foram destruídas, casos foram arquivados sem investigação e vítimas foram desacreditadas antes de qualquer registro formal.
O que as investigações oficiais já haviam revelado
O Jay Report de 2014 documentou ao menos 1,4 mil crianças abusadas apenas em Rotherham entre 1997 e 2013. O conselho local, controlado pelo Partido Trabalhista, sabia desde pelo menos 2002. Relatórios de 2002 e 2003 preparados por uma pesquisadora da prefeitura foram suprimidos — ela foi enviada para um curso de “sensibilidade cultural”. Shaun Wright, responsável pelos serviços infantis na época do escândalo, permaneceu no cargo e foi eleito depois Comissário de Polícia da região.
O Telford Inquiry de 2022 documentou mais de mil crianças exploradas na mesma cidade. O relatório registrou que a polícia local ameaçou prender uma mãe por “perturbação da paz” quando ela tentou resgatar a filha de um abusador conhecido. Em outro caso, oficiais devolveram uma menina fugitiva diretamente à casa do homem de quem ela fugia.
O Rochdale Inquiry revelou que, em 2008 e 2009, a polícia e o serviço social de Greater Manchester tinham relatos detalhados de pelo menos nove meninas abusadas pelo mesmo grupo. Os casos foram arquivados sob a justificativa de que as vítimas eram “garotas de escolha” — a linguagem oficial registrada em documentos internos para descrever crianças de 13 e 14 anos vítimas de exploração sexual.
Em Oxford, a Operation Bullfinch resultou em condenações em 2013, mas documentos internos da Thames Valley Police revelaram que alertas sobre o grupo haviam chegado anos antes e foram descartados porque os oficiais consideraram as vítimas “não críveis”. Uma das meninas fez sete denúncias separadas antes de ser levada a sério.
Em junho de 2025, a auditoria nacional de Baroness Casey confirmou o que as autoridades negavam: em Greater Manchester, 52% dos suspeitos em casos de exploração sexual infantil em grupo eram de herança asiática, contra 21% da população local. O governo de Keir Starmer aceitou todas as 12 recomendações de Casey, incluindo a exigência de registro étnico obrigatório — o que equivale a admitir que o Estado preferiu não ver o que tinha diante de si.
O fator étnico e religioso
O relatório documenta oito elementos teológicos e jurídicos do Islã que, segundo seus autores, forneceram o arcabouço moral para os crimes — da doutrina de superioridade sobre não-muçulmanos à permissibilidade histórica de relações sexuais com cativas. O imam Dr. Taj Hargey, da Oxford Islamic Congregation, estimou ao inquérito que a proporção real de membros das gangues que são muçulmanos é próxima de 95%.
O elemento religioso não é inferência — é o vocabulário que os próprios abusadores usavam. Sobreviventes descrevem os mesmos termos: kuffar (infiéis), “lixo branco”, gora. Uma delas relatou: “Eles me diziam que eu fui possuída e que precisavam me punir para tirar a maldade de mim. E me chamavam de gora — lixo branco.” Outra foi levada a mesquitas onde imãs pregavam que mulheres brancas que se vestissem “inapropriadamente” eram “caça livre”. Um condenado foi levado preso aos gritos de Allahu Akbar.
Mudança demográfica e negação institucional
Em 2024, Muhammad foi, pelo segundo ano consecutivo, o nome mais popular para meninos na Inglaterra e País de Gales — 5,7 mil registros, contra 4,1 mil para Noah e 3,4 mil para Oliver. A população muçulmana britânica está entre 6 e 7% do total nacional, mas ultrapassa 30 a 40% em vários bairros londrinos. Quando o prefeito de Londres, Sadiq Khan — muçulmano, no terceiro mandato — nega publicamente a existência de gangues de grooming na capital enquanto detém relatórios policiais que as confirmam, o problema não é só o crime: é a classe política que escolheu a narrativa em detrimento das crianças.
Polícia, ideologia e o caso Nowak
O caso Henry Nowak ajuda a entender por que o debate sobre policiamento e ideologia se tornou central. Quando os policiais chegaram em Southampton, uma alegação racial pesou mais do que a evidência: um jovem branco esfaqueado e agonizando. Em março de 2025, o NPCC publicou o National Police Anti-Racism Commitment, definindo racial equity como “igualdade de resultados” e afirmando que isso não significa tratar todos da mesma forma. Críticos apontam que isso institucionaliza o tratamento diferencial por raça. O agressor de Nowak usou um kirpan — a faca cerimonial sique com proteção religiosa no Reino Unido, enquanto cidadãos comuns enfrentam severas restrições ao porte de armas.
A reação popular
Em Belfast, após o ataque a Stephen Ogilvie, carros e casas foram incendiados, famílias estrangeiras atacadas e a polícia precisou empregar medidas duras de contenção. A cobertura dominante classificou os tumultos como anti-imigração ou extrema-direita. A segunda frente foi política: o caso Nowak, somado ao relatório de Lowe, acelerou o discurso sobre two-tier policing, enfraqueceu a legitimidade do multiculturalismo oficial e deu fôlego a propostas como a revogação do Public Sector Equality Duty e o avanço da pauta de remigração.
O silêncio como política de Estado
Havia uma resposta óbvia ao escândalo das gangues de abusadores muçulmanos: investigar, processar, reformar as instituições e proteger as crianças. O governo britânico escolheu controlar o que os cidadãos podiam dizer sobre o problema.
Em 10 de novembro de 2024 — Domingo do Armistício, o dia mais solene do calendário britânico —, dois policiais apareceram na porta da jornalista Allison Pearson, colunista do Daily Telegraph, para informá-la que estava sendo investigada por “incitação ao ódio racial” por uma postagem deletada doze meses antes. O caso foi encerrado uma semana depois. O registro permaneceu.
Naquele período, segundo o Times of London, mais de 30 pessoas por dia eram presas no Reino Unido por crimes de discurso — cerca de 12 mil por ano. As mesmas forças que recusaram investigar gangues de estupro estavam ocupadas prendendo cidadãos por tweets. Em Hertfordshire, seis policiais apareceram na porta de um produtor de rádio por mensagens em um grupo privado de WhatsApp de pais. Em Birmingham, uma mulher foi presa por orar silenciosamente em frente a uma clínica de aborto. Em setembro de 2025, o roteirista Graham Linehan foi recebido no aeroporto por cinco policiais armados e preso por três postagens no X sobre homens trans em espaços femininos. O caso foi arquivado.
O mecanismo dos Non-Crime Hate Incidents permitia registrar formalmente qualquer comportamento “percebido como hostil” a características protegidas, mesmo sem crime. Em 2024 e 2025, havia mais de 9 mil dessas ocorrências sob investigação ativa. O mecanismo foi oficialmente abandonado em março de 2026 — décadas depois de ter sido usado para suprimir denúncias de mães sobre abusadores paquistaneses. O aparato que protegia gangues de estupro foi depois usado para silenciar quem as criticava.
Sob Keir Starmer, o padrão se aprofundou. Protestos pró-Palestina com cartazes pedindo a morte de soldados israelenses geraram investigações morosas. Comentários críticos à imigração geraram prisões em horas. Em maio de 2026, o governo proibiu a entrada de 11 estrangeiros classificados como “agitadores de extrema-direita” antes de uma marcha política. O Online Safety Act de 2023, em vigor desde março de 2025, dá ao regulador Ofcom poder para multar plataformas em até 10% da receita global — criando o que especialistas chamam de “censura por procuração”.
O resultado é um sistema em que uma mãe que descreve sua filha abusada por “homens asiáticos” é repreendida por racismo, e uma jornalista que critica políticas de imigração recebe a polícia no domingo de manhã — enquanto os homens que estupram crianças por décadas recebem o benefício da dúvida institucional. O mesmo governo que não conseguiu proteger milhares de meninas de gangues de abuso organizado encontrou energia para banir adolescentes de menos de 16 anos das redes sociais em 2025, como demonstração de zelo com o bem-estar infantil. Com: A Investigação.
