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Vídeo explica citação a Deus que fez promotora ficar ofendida

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Pleno.News teve acesso a um vídeo que registra o momento em que o responsável pelo Instituto João Gonçalves lê uma mensagem antes da apresentação da coreografia infantil “O Abraço de Deus”, executada por um grupo de crianças durante a abertura do Fórum Permanente de Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares, realizado em Duque de Caxias (RJ).

“Um abraço de Deus nunca prende, acolhe, não condena, transforma. É um abraço que cura feridas invisíveis. Quando nos permitimos descansar na sua presença, no seu abraço, descobrimos que o maior refúgio é o seu amor. Um amor que permanece fiel em todos os tempos. Que hoje você sinta esse abraço acolhedor envolvendo a sua vida e renovando as suas esperanças”, diz o texto lido.

Após a leitura, as crianças iniciaram a apresentação de balé. Em seguida, a promotora de Justiça Elayne Rodrigues afirmou ter sido “assolapada por uma oração evangélica”, declarou que a fé é “um direito privado que não deve ser estendido a outras pessoas em um evento público” e disse ter se sentido “extremamente ofendida” com a referência a Deus.

ACTERJ contesta versão e defende caráter cultural da apresentação

Em nota pública, a Associação dos Conselheiros Tutelares do Estado do Rio de Janeiro (ACTERJ) contestou a versão da promotora. A entidade afirmou que não houve oração durante a abertura do evento, mas uma apresentação cultural. Segundo a associação, a atividade teve caráter artístico e cultural, sem qualquer imposição religiosa, e citou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e a Recomendação nº 119/2025 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para defender a legalidade da apresentação.

Reações políticas

Personalidades políticas comentaram a atitude da promotora. O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) classificou a fala como “cristofobia”.

“Não houve oração. E se tivesse havido oração, o que tem? Somos um país cristão. Aqui nesta Casa há um crucifixo com a imagem de nosso Senhor Jesus Cristo. Mas ela se revoltou porque ouviu uma música falando o nome de Deus. Como todos aqueles que têm cristofobia, ela confunde Estado laico com Estado laicista”, declarou o deputado

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