opinião
A importância da campanha de prevenção da gravidez na adolescência
Somente em 2015, foram 546.529 os nascidos vivos de mães com idade entre 10 e 19 anos.
No Brasil, cerca de 930 adolescentes e jovens dão à luz todos os dias, totalizando mais de 434,5 mil mães adolescentes por ano. Precisamos falar sobre este tema, pois os números são alarmantes e mostram a importância de se promover uma campanha de prevenção da gravidez na adolescência.
Levantamento feito em 2017 pelo Ministério da Saúde informa que, somente em 2015, foram 546.529 os nascidos vivos de mães com idade entre 10 e 19 anos. Os dados não consideram os que morreram no parto ou mesmo os que, como se imagina, foram vítimas de abortos.
Em uma sociedade onde a erotização faz parte da linha editorial dos canais de TV, onde o sexo é banalizado e os adolescentes são incentivados a iniciar relações muito cedo, o caos é anunciado. É preciso desconstruir a máxima do sexo livre.
Devemos instruir nossos adolescentes e jovens a terem responsabilidade e se resguardarem contra decepções, doenças ou gravidez precoce. A conscientização não é apenas responsabilidade do Estado, mas também – e principalmente – dos pais.
As políticas públicas são importantes para percepção da gravidade deste tema, mas os pais precisam controlar o tipo de informação que seus filhos estão sendo expostos. Até mesmo as escolas podem promover ações que instruam a autopreservação, principalmente para as meninas.
Não, não estou sendo machista. Falo principalmente para as meninas, pois elas amadurecem mais rápido, são mais focadas que os meninos. Os meninos, porém, também devem ser informados sobre as responsabilidades e problemas que recairão sobre eles se não se cuidarem.
Em 2018, a Organização Mundial de Saúde previa a promoção de “medidas e normas que proíbam o casamento infantil e as uniões precoces antes dos 18 anos; apoiar programas de prevenção à gravidez”.
É exatamente esse o propósito da campanha da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, juntamente com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que reafirma o slogan “Tudo tem seu tempo”.
Como reitera a campanha, as consequências físicas, emocionais e sociais para o sexo fora da hora são evidentes. Nos últimos anos as campanhas públicas contra a gravidez e as doenças sexuais na adolescência promoviam um verdadeiro chamado ao sexo precoce.
Cartilhas foram usadas para instruir sobre o uso de preservativos e do chamado “sexo seguro”, uma verdadeira campanha de erotização infanto-juvenil, mas nada era dito sobre a abstinência sexual.
Todavia, agora temos uma política pública planejada de forma responsável, que não visa incentivar o ato, mas retarda-lo para o momento oportuno. Instrui a espera e a preservação da pureza e do corpo para o momento oportuno.
Ensinar que um adolescente pode fazer sexo a vontade usando preservativo tem resultado em índices alarmantes, então não seria o momento oportuno para mudar a abordagem? É evidente que trata-se de uma política baseada em uma visão cristã, mas isso não fere a laicidade do Estado.

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