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Clínica de aborto perde verbas públicas em mais um estado nos EUA

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O estado de Nebraska tornou-se o mais recente dos Estados Unidos a suspender o financiamento público à Planned Parenthood e a outros provedores de aborto. A decisão foi anunciada na quinta-feira (7), após uma ordem executiva emitida pelo governador republicano Jim Pillen, em consonância com o precedente estabelecido pela Suprema Corte norte-americana, que recentemente confirmou a legalidade de medida semelhante adotada na Carolina do Sul.

Segundo dados divulgados pelo gabinete de Pillen, o programa estadual do Medicaid havia repassado US$ 172 mil em 2024 e US$ 341 mil em 2025 a clínicas de aborto, referentes a serviços não relacionados à interrupção da gravidez, como atendimento de rotina e planejamento familiar. A nova ordem busca eliminar essa brecha, impedindo que instituições que realizam abortos recebam qualquer recurso proveniente de impostos estaduais.

“O povo de Nebraska deixou claro que apoia uma cultura de amor e vida — uma cultura que protege os nascituros”, declarou Pillen. “Durante meu governo, defendi leis que refletem esses valores. Tenho orgulho de darmos este passo ousado, suspendendo o financiamento de clínicas de aborto que recebiam verbas do Medicaid”.

Em coletiva de imprensa, o governador rejeitou críticas de que a medida limitaria o acesso das mulheres a serviços de saúde. “O estado possui amplos recursos”, afirmou. “Há 12 clínicas em Omaha e quatro em Lincoln que oferecem atendimento médico essencial”.

A ordem executiva cita como base a Lei One Big Beautiful Bill, aprovada pelo Congresso dos EUA no início do ano, e a decisão da Suprema Corte no caso Medina vs. Planned Parenthood, julgada em junho, que autorizou a Carolina do Sul a excluir a organização de programas de financiamento público.

Em nota oficial, Marjorie Dannenfelser, presidente da Susan B. Anthony Pro-Life America, elogiou a decisão, classificando-a como “mais um passo importante na construção de uma cultura de vida que acolhe e protege tanto mães quanto crianças, nascidas e não nascidas”.

“A governadora Pillen é uma forte defensora dos nascituros e de suas mães”, afirmou Dannenfelser, destacando o posicionamento pró-vida do governo estadual.

Por outro lado, Ruth Richardson, diretora-executiva da Planned Parenthood North Central States, criticou a medida, chamando-a de “uma manobra política destinada a confundir os cidadãos do Nebraska sobre suas opções reais de assistência médica”, em declaração à Nebraska.TV.

Segundo o The Christian Post, o Nebraska segue o exemplo de outros estados republicanos, como Oklahoma, onde o governador Kevin Stitt assinou, em julho, uma ordem semelhante determinando a suspensão de recursos públicos a indivíduos e entidades vinculadas a provedores de aborto. O texto também orienta o Departamento de Saúde e Serviços Humanos a encerrar o registro de prestadores excluídos de programas federais como Medicare, Medicaid e o Programa de Seguro de Saúde Infantil.

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