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Ex-tesoureira presa por desviar mais de US$ 70 mil de igreja

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Uma mulher de 48 anos foi presa e acusada de furtar mais de US$ 70 mil da igreja onde trabalhava como tesoureira, no estado da Flórida (EUA). As autoridades afirmam que Marisa Humose utilizou o acesso que possuía às contas bancárias da instituição para realizar transferências indevidas ao longo de dois anos.

De acordo com um comunicado do Gabinete do Xerife do Condado de Leon, divulgado na segunda-feira, 4 de novembro, Humose foi formalmente acusada de furto qualificado superior a US$ 50 mil e formação de quadrilha para cometer fraude. Ela atuava como tesoureira da Greater Mount Pleasant Missionary Baptist Church, onde começou a trabalhar em 2022, e tinha acesso direto ao Cash App e às contas bancárias da congregação.

As autoridades afirmam que o desvio de recursos ocorreu entre 2022 e 2024, período em que Humose teria transferido valores da conta da igreja para fins pessoais. O caso veio à tona em junho, quando o pastor da igreja comunicou às autoridades “suspeitas de discrepâncias financeiras” após revisar o saldo das contas.

Histórico profissional e demissão

Além de suas funções na igreja, Humose também trabalhava como assistente administrativa na Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida (FWC), segundo a WCTV. Segundo o gabinete do xerife, ela foi demitida involuntariamente de seu cargo público na segunda-feira, em decorrência de uma investigação paralela conduzida pelo Gabinete do Inspetor-Geral da FWC.

A suspeita também era membro da organização Della Walker Chapter No. 86, Order of the Eastern Star, PHA, que chegou a parabenizá-la por seu aniversário em agosto deste ano em uma postagem nas redes sociais.

Impacto do desfalque

Casos de desvio de recursos em instituições religiosas têm sido motivo de preocupação crescente entre líderes e pesquisadores cristãos. Um relatório do Centro de Estudos do Cristianismo Global, do Seminário Teológico Gordon-Conwell, estimou que as igrejas e ministérios cristãos em todo o mundo devem perder cerca de US$ 70 bilhões por ano em desfalques e fraudes internas.

O mesmo estudo aponta que, no mesmo período, as congregações destinam cerca de US$ 60 bilhões a missões internacionais, valor inferior às perdas registradas com corrupção e má gestão.

O auditor e escritor Rollie Dimos, que há mais de três décadas investiga fraudes em igrejas e organizações sem fins lucrativos, afirmou em artigo publicado na revista Influence que o impacto desses crimes vai além do prejuízo financeiro.

“Os danos causados por escândalos financeiros normalmente vão muito além da perda imediata. A confiança dos doadores é abalada, e a reputação da igreja na comunidade sofre duramente”, destacou.

O caso de Marisa Humose segue sob investigação, e o gabinete do xerife informou que novas acusações podem ser apresentadas conforme o andamento das apurações. A Greater Mount Pleasant Missionary Baptist Church não se pronunciou publicamente até o momento.

Se condenada, Humose poderá enfrentar penas severas de prisão e será obrigada a restituir os valores desviados, conforme determinam as leis do estado da Flórida.

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