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Gravadoras e empresário são processados por Stacie Orrico
A Stacie Orrico ingressou com uma ação judicial no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles contra seu ex-empresário, Britt Ham, alegando ter sido vítima de abuso sexual ao longo de vários anos, a partir dos 14 anos de idade.
A cantora, hoje com 39 anos, também move o processo contra a Universal Music Group, a ForeFront Records e outros réus. A petição reúne acusações de abuso sexual infantil, violência de gênero, negligência e agressão sexual, relacionadas ao período inicial de sua carreira artística, quando ela atuava como cantora cristã e ainda era menor de idade.
Na denúncia, Orrico afirma que executivos e empresas do setor musical priorizaram interesses financeiros e de reputação, permitindo que Ham tivesse acesso irrestrito à artista e deixando de adotar medidas de proteção. Segundo a ação, essa conduta teria contribuído para a continuidade dos abusos, com o objetivo de preservar a imagem pública da cantora e a viabilidade comercial dos projetos.
O processo sustenta que os episódios ocorreram de forma reiterada ao longo de vários anos. A petição também aponta que a gravadora cristã e a empresa responsável por turnês “deixaram de implementar medidas de segurança para protegê-la de abuso sexual enquanto ela viajava especificamente para a Califórnia, a fim de promover seus interesses mútuos”.
Em um dos trechos citados na ação, os advogados afirmam que “a autora, Stacie Joy Orrico, era uma criança inocente e alegre, cheia de sonhos, um dos quais era se tornar cantora. Esse sonho — e sua infância, adolescência e toda a sua vida — foram permanentemente ameaçados e profundamente alterados pelo trauma que ela sofreu como resultado de abuso e exploração sexual enquanto era menor de idade e artista musical profissional sob o controle, supervisão e autoridade dos réus”.
A petição descreve que o primeiro episódio teria ocorrido durante uma viagem a Los Angeles, no contexto da divulgação do álbum de estreia “Genuine”, lançado em 2000. Segundo a ação, esse episódio marcou o início de um padrão de conduta descrito como abusivo, mantido ao longo dos anos seguintes.
De acordo com o processo, Ham teria afirmado à cantora, então com 14 anos, que suas atitudes “não eram um pecado porque ele a amava”. A ação relata que Orrico se sentiu “envergonhada” e “confusa”, e que o empresário teria reforçado a importância do sigilo e da manutenção de uma conduta cristã irrepreensível em público.
A artista, conhecida pela canção (There’s Gotta Be) More to Life, afirma que os abusos se intensificaram com o passar do tempo, em um processo descrito como aliciamento. O processo declara que, quando ela tinha 17 anos, Ham manteve relações sexuais com ela, valendo-se da relação profissional estabelecida, conforme informado pela emissora CBN News.
