política
Flávio indicará conservador ao STF caso vença eleições
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, apresentou nesta quarta-feira (3) algumas das diretrizes que pretende adotar para o Judiciário caso seja eleito. Em entrevista ao jornal O Tempo, o parlamentar afirmou que eventuais indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) deverão atender a dois critérios: notório saber jurídico e alinhamento com valores conservadores.
Segundo o senador, a Corte precisa contar com magistrados que reúnam qualificação técnica e uma visão conservadora em temas relacionados a costumes e segurança pública.
“São pessoas que obviamente têm que ter o conhecimento técnico, pessoas que sejam de verdade conservadoras”, afirmou. “Essa é uma característica importante, porque, volta e meia, numa canetada, o ministro autoriza a liberação de drogas, o ministro do Supremo autoriza o aborto.”
Durante a entrevista, Flávio também criticou a política de segurança pública do governo federal e defendeu medidas voltadas ao combate financeiro das organizações criminosas.
“Por que o Lula tem que proteger esses caras? Eu quero proteger o seu filho, e ele quer proteger os traficantes”, declarou.
O senador afirmou que o enfrentamento ao crime organizado passa pelo enfraquecimento das fontes de financiamento das facções. “É preciso asfixiar financeiramente esses grupos, porque é esse dinheiro que compra fuzis e permite que eles imponham domínio sobre territórios”, disse.
De acordo com o parlamentar, cerca de 50 milhões de brasileiros vivem em áreas sob influência do crime organizado. Como alternativa, ele propôs uma articulação internacional baseada no compartilhamento de tecnologia e informações de inteligência entre países.
Ao comentar a proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, Flávio afirmou ter encaminhado uma carta às autoridades norte-americanas e se colocado à disposição para contribuir com negociações que evitem a medida.
“Vamos fazer trabalho sério. Como ele [Lula] não vai conseguir resolver tarifas, me coloco à disposição do povo brasileiro. Faço esse esforço, espero que minha carta funcione e o governo não imponha as tarifas”, afirmou.
O senador atribuiu a possibilidade de sanções comerciais à condução da política externa do governo federal. “O governo americano pode estar com raiva do Lula, tem todos os motivos para punir o Lula. O Lula está queimadaço no mundo inteiro”, declarou.
Flávio também comentou a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar novamente Jorge Messias, advogado-geral da União, para uma vaga que dependa de aprovação do Senado. Na avaliação do parlamentar, o nome enfrentaria resistência entre os senadores.
“Não sei o que passa na cabeça do Lula, qual é a intenção dele. Acredito que ele já foi reprovado uma vez, vai ser reprovado de novo”, afirmou.
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