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Israel justifica ofensiva conjunta contra o Irã como resposta a décadas de terrorismo
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, apresentou a justificativa para a operação militar coordenada com os Estados Unidos contra o Irã como um passo indispensável para neutralizar a “ameaça existencial” imposta pelo governo de Teerã.
Em discurso transmitido logo após o início dos bombardeios, Netanyahu recordou que há 47 anos o regime dos aiatolás profere slogans como “morte a Israel” e “morte à América”, além de acumular um histórico de violência que inclui assassinatos de cidadãos americanos e a repressão sistemática de sua própria população.
“Ação conjunta criará as condições para que o bravo povo iraniano assuma o controle de seu destino. Chegou o momento de todos os grupos étnicos do Irã – persas, curdos, azeris, balúchis e ahwazis – se libertarem do jugo da tirania e construírem um Irã livre e pacífico”, declarou o premiê, reforçando a narrativa de que a ofensiva visa também fomentar mudanças internas no país persa.
A fala de Netanyahu reflete uma posição consolidada ao longo de décadas de hostilidade, na qual o Irã é identificado como o principal patrocinador estatal do terrorismo global, utilizando grupos proxy como Hezbollah, Hamas e milícias xiitas para desestabilizar a região e atacar interesses ocidentais e israelenses.
O contexto histórico que alimenta essa desconfiança inclui episódios marcantes como a tomada da embaixada dos EUA em Teerã (1979), o atentado ao quartel militar em Beirute (1983) que matou 241 fuzileiros navais americanos, e o bombardeio das Torres Khobar na Arábia Saudita (1996), todos atribuídos a ações diretas ou indiretas do regime iraniano.
Nos anos recentes, a escalada de tensões se intensificou com o assassinato do general Qasem Soleimani (2020), a guerra de 12 dias entre Israel e Irã em junho de 2025 – quando os EUA bombardearam instalações nucleares iranianas – e o aumento de 630% nos ataques de grupos apoiados por Teerã contra forças americanas após os atentados de 7 de outubro de 2023 contra civis israelenses.
A preocupação israelense é agravada pelo avanço do programa nuclear iraniano, que atingiu níveis de enriquecimento de urânio próximos a 90%, patamar suficiente para a produção de artefatos atômicos, aliado à retórica contínua do regime que clama pela destruição do Estado judeu.
Para Netanyahu, portanto, a operação “Rugido do Leão” transcende uma resposta imediata, configurando-se como um esforço estratégico para “criar as condições para que o corajoso povo iraniano tome as rédeas do seu destino”, livrando-se de um regime que, em sua visão, oprime sua população enquanto ameaça a estabilidade mundial. Com: GospelMais.
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