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Malafaia: cristão que vota na esquerda ignora a perseguição em países comunistas
O pastor Silas Malafaia declarou, na quinta-feira (11), durante participação no podcast “Iron Talks”, que cristãos não deveriam votar em candidatos que, em sua avaliação, defendem posições incompatíveis com os valores da fé cristã. Ao analisar o cenário político brasileiro, o líder evangélico mencionou declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criticou a aproximação do governo brasileiro com regimes de orientação comunista.
“Como é que um cristão pode votar em quem diz o seguinte? Aquilo que historicamente combatemos: costumes, família e pátria, princípios inegociáveis da fé cristã”, afirmou Malafaia, referindo-se a uma fala de Lula proferida durante o Foro de São Paulo, em 2023.
O pastor também citou outra declaração atribuída ao presidente: “Lula disse nesse mesmo foro: ‘Eu tenho orgulho de ser chamado de comunista’. Ele que falasse isso em 2002 para ver se tinha apoio algum”, disse.
Durante a entrevista, Malafaia associou o comunismo à perseguição religiosa em determinados países. “A China comunista fecha igreja, prende padres, prende pastores. Na Coreia do Norte, se for descoberta uma Bíblia na casa de uma pessoa, a família morre. Cuba prende pastor, prende padre, fecha igreja”, afirmou.
Na sequência, questionou o posicionamento de parte do eleitorado evangélico: “Você ora a Deus pelos nossos irmãos que são perseguidos nas nações comunistas e aqui apoia gente que apoia eles? Como é que acontece isso?”, perguntou.
Malafaia também rebateu o argumento de que religião e política não devem se misturar. “Não podemos misturar religião com política? PT falando isso? O PT começou nas comunidades da Igreja Católica”, declarou.
Crescimento do eleitorado evangélico no Brasil
O debate sobre o voto evangélico tem ganhado relevância nos últimos anos, impulsionado pelo crescimento numérico desse segmento populacional. Dados censitários indicam que os evangélicos representavam cerca de 22% da população brasileira em 2010, passaram para 32% em 2022 e, segundo projeções, podem chegar a 36% em 2026.
Esse avanço tem ampliado a influência do eleitorado evangélico nas disputas eleitorais. Atualmente, o grupo corresponde a aproximadamente um terço da população e é considerado fator decisivo em eleições municipais, estaduais e presidenciais, especialmente entre candidatos alinhados a pautas conservadoras.
Entre jovens de 10 a 14 anos, 31,6% já se identificam como evangélicos, o que sugere tendência de crescimento do peso político desse segmento nas próximas décadas. A maior concentração está na região Norte, onde estados como o Acre registram índices próximos de 44%. Com: Exibir Gospel.
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