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Ministro de Israel chama judeus a retornarem à Terra Santa
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, tem feito apelos públicos para que judeus de diversos países considerem a Aliyah, termo usado para a imigração para Israel. A iniciativa é uma resposta ao aumento do antissemitismo em diferentes regiões do mundo.
Durante o Fórum “J-50”, Sa’ar afirmou: “Defendemos o direito de todo judeu de viver em segurança em qualquer lugar. Mas hoje, faço um apelo aos judeus do Reino Unido, Austrália, França, Canadá e Bélgica para que imigrem para Israel”. A declaração foi dirigida a líderes e representantes de comunidades judaicas que participaram do encontro.
O fórum foi fundado por Sa’ar em maio, com o objetivo de estabelecer um canal permanente de diálogo com lideranças judaicas ao redor do mundo. A iniciativa busca fornecer informações, instrumentos de diplomacia pública e um espaço para tratar do avanço do antissemitismo em diferentes países.
Ao prosseguir em sua fala, o ministro declarou: “Quero que saibam que continuarei a fazer este apelo. Aprendemos lições com a nossa história. Acredito que é meu dever fazê-lo e permitir que os judeus criem os seus filhos num ambiente não hostil, na sua verdadeira casa: a Terra de Israel”.
Danielle Mor, vice-presidente de Aliados de Israel e Filantropia Global da Agência Judaica, instituição responsável por processar os pedidos de Aliyah, informou que cerca de oito milhões de judeus em todo o mundo são elegíveis para imigrar para Israel.
Segundo Mor, o presidente da Agência Judaica trabalha com a expectativa de que aproximadamente um milhão de judeus façam o movimento de retornar a Israel nos próximos cinco anos. Ela ressaltou, no entanto, que o processo de imigração costuma levar tempo e envolve diferentes etapas, de acordo com a CBN News.
Mor explicou que há fatores que “impulsionam” a decisão de imigrar, como a situação econômica, preocupações com segurança, o cenário político local — incluindo a eleição do prefeito eleito de Nova York, Zohran Mamdani — e o crescimento do antissemitismo. Segundo ela, também pesa o nível de disposição das pessoas em lidar com mudanças de costumes, como evitar o uso público do quipá ou deixar de falar abertamente sobre temas judaicos.
Por outro lado, Mor afirmou que existem fatores que “atraem” os candidatos à Aliyah, entre eles o senso de identidade, uma vocação interior e a busca por uma vida considerada mais segura e estável.
Na prática, de acordo com Mor, foi observado um aumento nos pedidos e na imigração efetiva a partir da França. Nos Estados Unidos, houve crescimento no interesse e na abertura de processos de Aliyah, mas apenas um aumento pequeno a moderado no número de judeus que concluíram a imigração para Israel.
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