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‘Nárnia’: Netflix pode ter atriz em papel masculino e revolta pastores

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‘Nárnia’: Netflix pode ter atriz em papel masculino e revolta pastores

A possibilidade de que a atriz Meryl Streep interprete o personagem Aslan no remake de As Crônicas de Nárnia, produção anunciada pela Netflix sob direção de Greta Gerwig, provocou reação negativa entre líderes evangélicos que acompanham e comentam produções culturais. O rumor, divulgado por portais especializados em cultura pop, ainda não foi confirmado oficialmente pela plataforma de streaming.

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Na narrativa criada por C. S. Lewis, o leão Aslan é apresentado como a figura central da história e carrega significado simbólico profundo para os leitores cristãos. O próprio autor britânico, convertido ao cristianismo após um período de ateísmo, declarou que Aslan era uma representação de Jesus Cristo no mundo de Nárnia.

No livro O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, publicado em 1950, Aslan se sacrifica voluntariamente para salvar um traidor, ressuscita e derrota o mal, ecoando diretamente o relato do evangelho (João 10:11; Apocalipse 5:5).

Com base nesse entendimento teológico da obra, a possível escalação de Meryl Streep — atriz premiada, conhecida por sua atuação em papéis dramáticos — foi vista por alguns líderes evangélicos como uma descaracterização do personagem, que sempre foi apresentado como um leão macho.

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O pastor Yago Martins, que mantém presença ativa nas redes sociais e canais de conteúdo cristão, afirmou que a escolha seria uma deturpação injustificável da essência da história:

“Eu acho que eu nunca promovi o boicote de nada na minha vida, mas isso aqui virou uma palhaçada inacreditável… vão realmente descaracterizar a obra inteira. O Aslan vai virar leoa”, declarou.

Também se manifestou o pastor Pedro Pamplona, que atua na análise crítica de filmes e livros à luz da cosmovisão cristã:

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“Poderia facilmente ser uma brincadeira de primeiro de abril, mas infelizmente não é. Se isso se confirmar já temos uma amostra do que a Netflix fará com a obra…”.

A diretora escolhida pela Netflix, Greta Gerwig, foi responsável pelo longa Barbie, lançado em 2023. A produção dividiu opiniões, sendo bem recebida por parte do público com inclinação progressista, mas alvo de críticas por grupos mais conservadores, inclusive religiosos. À época, Yago Martins também se posicionou criticamente:

“Não sei se estou preparado para ser odiado como nunca antes, mas lá vai: achei o filme da Barbie HORROROSO de ruim. Um dos filmes mais sem graça que já vi na vida. Se não gastou com o ingresso ainda, economize”.

A Netflix adquiriu os direitos de adaptação da série literária de C. S. Lewis em 2018, prometendo novas versões das sete obras. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o elenco ou detalhes de roteiro. As críticas, contudo, refletem uma crescente desconfiança de setores cristãos em relação à fidelidade da adaptação aos temas originais da saga, especialmente os de cunho cristológico.

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A série As Crônicas de Nárnia, publicada entre 1950 e 1956, é considerada uma das mais influentes da literatura infantil e permanece como referência de alegoria cristã. O autor escreveu certa vez, em carta a uma jovem leitora, que “Aslan não é uma alegoria: Ele é Cristo, tal como Cristo poderia aparecer num mundo como Nárnia”.

Até o momento desta publicação, a Netflix não se pronunciou oficialmente sobre os rumores envolvendo Meryl Streep.

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‘Nárnia’: Netflix pode ter atriz em papel masculino e revolta pastores

Publicação de Yago Martins em resposta a Pedro Pamplona sobre ‘Nárnia’

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