estudos bíblicos
O pecado do homem segundo o coração de Deus
Subsídio para a Escola Bíblica Dominical da Lição 10 do trimestre sobre “O Governo Divino em Mãos Humanas – Liderança do Povo de Deus em 1º e 2º Samuel”.

II. O ambiente em que Davi pecou
1. Criando um ambiente propício ao pecado
Segundo o primeiro versículo de 2Samuel 11, no tempo em que os reis saiam para a guerra, isto é, “na primavera” (NVI), quando as estradas estavam secas e era facilitada a viagem das tropas e das carroças de suprimento, além da própria abundância de alimentos encontrada no caminho após as chuvas de inverno, Davi enviou os exércitos de Israel, liderados pelo habilidoso comandante Joabe, para batalhas contra os amonitas. O próprio Davi, porém, que até então tinha não só liderado as fileiras dos exércitos de Israel como sido ele mesmo uma grande inspiração para os soldados, preferiu ficar em seu palácio, em Jerusalém.
Payne comenta que o texto bíblico não deixa implícito que Davi tinha o dever de acompanhar o exército, ainda mais que a essa altura o exército israelita era poderoso, a vitória contra os amonitas era aparentemente certa e a posição de Davi como rei estava bem segura. Todavia, esse comentarista acrescenta: “com demasiada frequência ocorre que uma sensação de despreocupação e segurança seja o prelúdio do fracasso espiritual e moral”[1].
A sabedoria popular ensina que “mente vazia é oficina do diabo”. De fato, quando o homem está ocioso, largado ao descanso, lazer e entretenimento incorre mais frequentemente em tentações do que quando está envolvido em atividades que lhe exercitem a mente em coisas virtuosas (Fp 4.8). Dizia Charles Spurgeon que algumas tentações sobrevêm aos trabalhadores, mas todas elas atacam os ociosos. Parafraseando o puritano Thomas Watson direi que a nossa ociosidade tenta o diabo a nos tentar!
2. Os meios contribuem para a prática do pecado
Tiago, irmão do Senhor, dizia que a cobiça gera o pecado (Tg 1.15). Vemos isso com muita clareza na atitude de Davi: quando passeando pelo terraço de seu palácio, numa tarde quente, avistou a Bate-Seba que banhava-se em sua casa e desejou-a para si. O texto bíblico não explica de que modo Davi pode avistar a mulher e porque o banho dela se deu tão visivelmente para Davi e para os seus servos que reconheceram Bate-Seba tão bem a ponto de dizer a procedência dela.
Teria Bate-Seba percebido estar sendo vigiada pelo rei e pelos seus ministros? Teria ela provocado aquela situação ou, mesmo que não provocado, se congratulado em ser desejada à distância pelo rei, embora fosse mulher casada? Lamentavelmente, hoje não são poucas as mulheres que, mesmo aliançadas com um homem, gostam de ser assediadas por outros. Algumas se sentem “poderosas” diante dos olhos cobiçosos de outros homens, então não fazem caso de se portar com sensualidade nas vestimentas, nas palavras e nos trejeitos.
Mas, no caso em estudo, não podemos beirar o machismo em nossos comentários e atribuir a culpa desta relação adúltera à Bate-Seba, já que nem mesmo o texto bíblico o faz. A culpa recai sobre o rei Davi! Que se desarmem, portanto, os homens que trazem pedras nas mãos para condenar a mulher adúltera! É o rei adúltero que está sob questão em 2Samuel 11 e 12. O homem digno de morte “és tu, Davi”, como o confrontou o profeta Natã (2Sm 12.5,7).
Davi não só agiu cobiçosamente, como ainda alimentou a cobiça e abusou de sua autoridade real para ordenar que trouxessem Bate-Seba, sabidamente casada com um leal soldado do exército de Israel, para que tivesse com ela relação sexual e assim satisfizesse sua concupiscência carnal. Que chances teria a mulher de Urias contra o rei Davi? Poderia ela ter se renegado ao chamado e galanteios do rei? As páginas do Antigo Testamento estão sempre nos apontando mulheres sábias e corajosas que agiram prudentemente em situações de risco. Vê-se, a título de exemplo, os casos de Abigail, mulher de Nabal, e Ester, que veio a ser esposa do rei persa Assuero. Não poderia ser achada em Bate-Seba semelhante coragem para recusar o erro e fazer o que era certo? Será que Davi chegaria ao ponto de violentar Bate-Seba caso ela renegasse o assédio do rei?
Não sabemos o que poderia ser, mas sabemos o que foi. Bate-Seba foi conduzida até Davi, que a possuiu como se fosse sua mulher, ainda que o esposo dela estivesse em guerra, protegendo o reino de seu senhor. A cobiça de Davi o cegou e ele se demonstrou disposto a fazer de tudo, mesmo absurdos, para satisfazer um prazer momentâneo. A Bíblia nos ensina fugir da aparência do mal (1Ts 5.22), mas Davi provocou o seu próprio mal, cedendo à tentação carnal.
Lutero dizia: não posso impedir que pássaros sobrevoem a minha cabeça, mas tenho o dever de impedir que façam ninho sobre ela. Qualquer de nós, por mais santo que seja, está suscetível à tentações internas (do nosso próprio eu) e externas (do mundo e de satanás, como o próprio Jesus suportou suas tentações); mas todos nós, porém, temos o dever de não ceder às tentações, nem ficar, como fez Davi, premeditando em como satisfazer os desejos da carne (Rm 13.14). Nem também podemos usar nossas fraquezas como desculpas para a prática do pecado, antes devemos ver nisso razão para buscarmos ao Senhor mais intensamente e nos colocarmos sob sua proteção, além de redobrar nossa vigilância. Como diz o hino 75 da Harpa Cristã,
“Tentado não cedas, ceder é pecar,
Melhor e mais nobre, será triunfar!
Coragem, ó crente, domina o teu mal,
Deus pode livrar-te de queda fatal”

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