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Padeiros cristãos recusam mês LGBT e ativistas retaliam

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Uma padaria familiar cristã de Granite Falls, no estado de Minnesota, nos Estados Unidos, lançou uma campanha especial durante o mês de junho para celebrar o modelo bíblico de família. A iniciativa inclui promoções de donuts, café e outros produtos voltadas à valorização da família nuclear, em contraste com as celebrações do mês do orgulho LGBTQIA+.

Joshua Streblow, proprietário da Carl’s Bakery, afirmou que a proposta busca destacar aquilo que considera ser o plano de Deus para a família. Segundo ele, a intenção é celebrar valores que sua família entende como bons, verdadeiros e belos à luz das Escrituras.

“Queremos ver tudo o que Deus disse ser bom, verdadeiro e belo celebrado em todas as esferas da vida. E isso inclui o nosso próprio negócio, inclui a rua principal onde vivemos e participamos, e a cidade onde construímos nossas vidas há gerações”, declarou.

Streblow, que é casado, pai de nove filhos e neto de pastor, afirmou ter sido criado na fé cristã e destacou que a família nuclear tem servido historicamente como base para sociedades estáveis. Segundo ele, a promoção procura incentivar o fortalecimento familiar de acordo com princípios bíblicos.

A Carl’s Bakery anunciou no início de junho que realizaria ações promocionais semanais ao longo do mês, homenageando diferentes relações familiares, incluindo casais, pais, filhos e avós. O empresário ressaltou que esta é a primeira vez que a empresa organiza uma série de iniciativas públicas desse tipo, embora já tenha manifestado anteriormente suas convicções cristãs.

Nos últimos anos, a padaria também promoveu outras campanhas relacionadas aos seus valores. Em 2024, ganhou visibilidade com um mural destacando os temas “fé, família e do campo à mesa”, além de lançar a iniciativa “Make Small Towns Great Again”, voltada ao fortalecimento das comunidades rurais.

A campanha mais recente gerou reações favoráveis e críticas. Melissa Peterson, moradora de Granite Falls, integrante do conselho de artes local e voluntária da organização Yes! House, questionou a motivação da ação. Segundo ela, a iniciativa pareceu oportunista e pode fazer com que algumas pessoas da comunidade se sintam excluídas.

“Não tenho problemas com as crenças ou valores religiosos das pessoas. Também acredito na liberdade de expressão”, afirmou Peterson. Ela acrescentou que a dificuldade surge quando convicções pessoais são associadas a atividades comerciais, levando alguns moradores a reconsiderarem sua relação com o estabelecimento.

A Yes! House organizou a primeira celebração do orgulho LGBTQIA+ da cidade no ano passado e realizará a segunda edição do evento em 20 de junho.

Streblow afirmou que a venda de produtos relacionados à campanha oferece aos clientes uma forma de demonstrar apoio à mensagem defendida pela padaria. Ele também enfatizou que o objetivo não é condenar ou excluir ninguém, mas celebrar aquilo que considera positivo.

“Só quando você declara que uma coisa é boa, você está, implicitamente, dizendo que outras coisas não são. Mas o nosso objetivo é celebrar essa única coisa que consideramos muito, muito boa”, declarou.

Segundo o empresário, a maior parte das manifestações recebidas na comunidade local tem sido positiva. Ele afirmou que mesmo pessoas que discordam da iniciativa geralmente mantêm um relacionamento respeitoso com a empresa.

Por outro lado, Streblow relatou que as críticas mais intensas surgiram após a repercussão da campanha na internet. Segundo ele, a padaria recebeu mensagens ofensivas e ameaças vindas de pessoas de fora da região.

“Estamos bloqueando ligações de pessoas que dizem que desejam nossa morte, que desejam que sejamos assassinados, que esperam que nosso negócio pegue fogo”, afirmou.

Com a campanha em andamento durante todo o mês de junho, o proprietário disse acompanhar com atenção a possibilidade de protestos organizados contra a padaria, mas afirmou confiar a situação a Deus enquanto segue com a iniciativa.

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