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Parlamentar ‘trans’, Erika Hilton liga prostitutas à estabilidade do casamento
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) voltou a defender, nesta semana, a proteção e o reconhecimento das profissionais do sexo, ao comentar o papel dessas mulheres na sociedade. A declaração, no entanto, gerou forte reação da pastora Junia Hayashi, que publicou um vídeo em suas redes sociais criticando o posicionamento da parlamentar.
Em sua fala, Erika afirmou: “Se não fossem essas mulheres nas esquinas, aliviando os seus homens, seus maridos, seus amantes, a estrutura não se manteria de pé”. A deputada defendeu que as trabalhadoras sexuais merecem proteção, dignidade e respeito, argumentando que exercem uma função social e não deveriam ser alvo de estigmatização.
Ao responder à declaração, Junia Hayashi rebateu: “Mulher não é instrumento, mercadoria ou válvula de escape”. Segundo a pastora, o conceito de dignidade exige que se reconheça o valor intrínseco da pessoa, acima de qualquer função ou papel atribuído ao corpo feminino.
“Dignidade é reconhecer o valor da pessoa. E se nós realmente queremos combater a objetificação da mulher, nós precisamos ter coragem de dizer: ‘Mulher não é mercadoria. Mulher não é instrumento. Mulher não é válvula de escape para desejo masculino. E o corpo feminino não existe para sustentar a irresponsabilidade sexual do homem'”, declarou a líder religiosa.
Junia também apontou uma suposta contradição no discurso da deputada, que preside a Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados. Para ela, defender o combate à objetificação feminina e, ao mesmo tempo, apresentar o corpo da mulher como um meio para satisfazer desejos masculinos são posturas incompatíveis.
A pastora ressaltou ainda que proteger mulheres em situação de prostituição não significa romantizar essa realidade. Segundo ela, é fundamental que o debate aborde questões como exploração sexual, tráfico de pessoas e violência.
Outro ponto levantado por Junia foi a premissa de que os homens precisariam de “alívio” por meio dessas mulheres. Em sua avaliação, esse argumento acaba reforçando exatamente a estrutura que deveria ser combatida por aqueles que atuam na defesa dos direitos femininos.
Ao encerrar sua análise, a pastora afirmou que valorizar a mulher passa por reconhecer sua dignidade para além de qualquer valor financeiro ou funcional, rejeitando a ideia de que o corpo feminino exista para sustentar a irresponsabilidade sexual masculina. Com: Exibir Gospel.
