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Pastor sobre pregação por inteligência artificial: “Máquina não tem alma”
O pastor Antônio Júnior fez um alerta nesta quinta-feira (6) direcionado à comunidade cristã sobre a crescente disseminação de conteúdos religiosos gerados por inteligência artificial (IA) — incluindo sermões, músicas de adoração e orações — que têm ganhado grande repercussão nas plataformas digitais.
Em um vídeo publicado para seus seguidores, o líder religioso exibiu uma gravação que simula uma pastora conduzindo um culto em estilo pentecostal. O material reproduz não apenas as falas, mas também gestos característicos e até mesmo reações de pessoas que aparentam estar em concordância com a mensagem transmitida.
No entanto, de acordo com Antônio Júnior, tudo o que aparece na gravação é completamente artificial. Ele alerta que o emprego da IA é capaz de gerar produções extremamente verossímeis, mas que carecem de qualquer vivência espiritual genuína.
O pastor mencionou também a circulação de um áudio de oração produzido por inteligência artificial que se espalhou pelo WhatsApp. Sua avaliação é enfática: uma máquina não possui “alma”, tampouco tem condições de estabelecer intimidade com Deus, jejuar ou passar por um processo de consagração que fundamente uma verdadeira experiência de fé.
Antônio Júnior trouxe à tona ainda uma análise de JB Carvalho, que estabelece um paralelo entre o avanço da inteligência artificial e eventos associados ao fim dos tempos. Na visão do pastor, a tecnologia corre o risco de se tornar uma espécie de “bezerro de ouro” contemporâneo — um ídolo moderno.
Outro ponto levantado foi a crescente dependência tecnológica no âmbito espiritual. Segundo ele, os cristãos não devem recorrer a máquinas para obter aconselhamento espiritual, orações ou direção divina, uma vez que a vida cristã precisa estar fundamentada na condução do Espírito Santo.
Apesar das críticas, Antônio Júnior admite que a inteligência artificial pode ser útil como ferramenta auxiliar para estudos bíblicos e consultas sobre as Escrituras. Contudo, ele enfatiza que é essencial que os fiéis mantenham discernimento para não confundir conteúdos gerados por algoritmos com uma autêntica experiência religiosa.
