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Trump vê guerra com o Irã ‘perto do fim’ com negociações
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o conflito com o Irã está “muito próximo de acabar”, diante da expectativa de retomada das negociações de paz entre representantes dos dois países. A declaração foi feita em meio a uma trégua de duas semanas.
Em entrevista à Fox Business, Trump declarou: “Acho que está perto do fim, sim. Considero que está muito próximo de terminar”. As negociações devem ser retomadas nesta quinta-feira, 16, após reuniões realizadas no fim de semana no Paquistão não resultarem em avanços concretos.
Na segunda-feira, 13, Trump determinou o bloqueio naval de todos os portos iranianos, elevando a tensão poucos dias após a suspensão dos bombardeios norte-americanos. Apesar de indicar que o conflito está próximo do fim, o presidente afirmou que a atuação dos Estados Unidos ainda não foi concluída.
“Se eu saísse agora, levaria 20 anos para eles reconstruírem aquele país”, disse. “E nós não terminamos. Vamos ver o que acontece. Acho que eles querem fechar um acordo desesperadamente”.
O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, participou de reuniões com representantes iranianos no Paquistão para discutir o programa nuclear de Teerã. Segundo ele, não houve acordo, mas foram registrados avanços nas conversas.
“A bola está muito do lado deles”, afirmou Vance. “Você pergunta o que vai acontecer agora, acredito que os iranianos vão decidir o próximo movimento”.
O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados que resultaram na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. A ação, segundo avaliações do governo norte-americano, enfraqueceu a estrutura de liderança e a capacidade militar iraniana.
Trump tem reiterado que as forças dos Estados Unidos reduziram significativamente o poderio militar do país. “Tive de intervir, porque, se não fizesse isso, agora o Irã teria uma arma nuclear”, afirmou. “E, se eles tivessem uma arma nuclear, todos vocês os estariam chamando de ‘senhor’, e ninguém quer isso”.
