política
Apoio de Flávio Gomes a Lula causa sua demissão na TMC
O jornalista Flávio Gomes anunciou, na última sexta-feira (17), que foi demitido da TMC, nova emissora que substitui a antiga rádio Transamérica, apenas quatro dias após sua estreia.
Nas redes sociais, o comunicador comentou brevemente o desligamento:
“Durou quatro dias minha passagem pela TMC. Como muita gente vai perguntar por quê, e a resposta será sempre a mesma, está tudo na minha newsletter, com link nos Stories. Aproveitem e assinem. E peguem leve nos comentários”, escreveu.
Breve passagem e bastidores da saída
Em texto publicado em sua newsletter, Gomes detalhou o que ocorreu nos bastidores da emissora. Segundo ele, os primeiros dias de trabalho foram positivos:
“Gravamos dois programas-piloto na sexta e no domingo, e na segunda-feira estreamos às duas e meia. Foi legal, os três apresentadores se entenderam bem, uma turma muito jovem na redação, todos entusiasmados. No segundo dia, me chamaram na direção para dizer que adoraram o entrosamento entre nós três. Voltei para casa feliz de novo. E na quarta foi igual, e na quinta também”.
No entanto, o jornalista relatou que, na sexta-feira, pouco antes do início do programa, foi comunicado de sua demissão.
“Meia hora antes do início, fui chamado na mesma sala em que disseram que estavam adorando tudo, e as três pessoas a quem incumbiram de dar a notícia, deram-na”, explicou.
Motivo e reação
Flávio Gomes sugeriu que a decisão foi motivada por publicações em suas redes sociais, e não por problemas profissionais.
“Resumindo: alguém ‘de cima’, que provavelmente não me conhecia, concluiu que meus ‘posicionamentos’ são ‘incompatíveis’ com um programa de ‘news’. Não aconteceu nada nesses quatro dias de programa — me disseram, ‘zero, absolutamente nada’ — mas ‘suas redes sociais…’ etc.”
O jornalista agradeceu à equipe e afirmou ter percebido que os colegas que o informaram da decisão estavam constrangidos com a situação.
Repercussão nas redes
O caso gerou debate entre seguidores e profissionais da área. Uma das mensagens que repercutiu foi a da advogada Vanessa Rodrigues de Oliveira, que comentou a publicação do jornalista:
“Telespectador não quer saber sua opinião política. Se a empresa te advertiu antes do contrato sobre essa questão, você deve seguir as regras do contratante. (…) Não há como se admitir discriminação por escolha política, mas não misturar os assuntos quando estamos no trabalho é salutar neste momento em que há necessidade de apaziguar os ânimos”.
Ela acrescentou que a postura de neutralidade é importante em veículos de comunicação voltados à informação:
“Eu gosto de quem foca no assunto e no tema, e não nas preferências pessoais. Se a empresa te advertiu nessa questão antes de te contratar, sua dispensa é justificada”.
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