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Arqueólogos fazem descoberta ligada ao Êxodo de Israel
Pesquisadores egípcios fizeram um achado que pode finalmente identificar a localização de Mesen, uma cidade militar do Egito Antigo mencionada em textos faraônicos. A descoberta dos arqueólogos ocorreu em Tell Abu Saifi, a leste do Canal de Suez, dentro da rota militar de Hórus — o corredor usado pelas tropas egípcias em suas campanhas rumo a Canaã há mais de 3 mil anos.
Essa rota, conhecida como “Caminho de Hórus”, tem sido associada por estudiosos ao “caminho da terra dos filisteus” mencionado no livro do Êxodo. Segundo a narrativa bíblica, os israelitas não percorreram esse trajeto em sua fuga do Egito após atravessar o Mar Vermelho, pois, embora fosse a via mais curta para Canaã, era também a mais vigiada militarmente pelo Egito.
O livro do Êxodo registra: “Fez Deus que o povo rodeasse pelo caminho do deserto do Mar Vermelho” (Êxodo 13:17-18). Embora essa conexão ainda seja tema de debate, a descoberta traz evidências concretas sobre a infraestrutura militar egípcia no período associado aos relatos bíblicos — e abre novos caminhos para compreender a organização da defesa do império em sua fronteira nordeste.
A rota militar de Hórus
A rota de Hórus era um corredor fortificado formado por uma cadeia de fortalezas, postos de vigilância e armazéns que ligavam o Egito a Canaã. Textos antigos, como o Papiro Anastasi I, descrevem minuciosamente essas fortificações e as distâncias entre elas. Mesen é mencionada como uma das bases estratégicas para o controle do trânsito militar e comercial.
Durante o reinado de Ramsés II (1279–1213 a.C.), a região foi reforçada devido a conflitos com os hititas e outros povos do Levante. O nome do faraó, encontrado em um dintel descoberto no local, sugere que o templo de Hórus em Mesen foi restaurado ou ampliado sob seu governo — o que se alinha à sua política de consolidação territorial.
O que foi encontrado
Os arqueólogos identificaram muros, portas, ruas pavimentadas e os restos de um grande templo — elementos que correspondem às descrições de Mesen como base militar e santuário dedicado a Hórus, o deus falcão.
A peça mais reveladora foi um dintel de pedra com o nome e títulos de Ramsés II, acompanhado por uma inscrição que menciona a restauração de uma estátua de “Hórus, senhor de Mesen”. Esse detalhe reforça a hipótese de que Tell Abu Saifi é, de fato, a cidade perdida.
O local não serviu apenas como enclave faraônico. Ao longo dos séculos, funcionou como quartel romano e, mais tarde, como pedreira de cal — o que explica a mistura de estruturas e materiais encontrados no sítio arqueológico. Com: Evangélico Digital.
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