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Ateísmo pode contaminar IA e tornar tecnologia tendenciosa, diz escritor cristão

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Ateísmo pode contaminar Inteligência Artificial e tornar tecnologia tendenciosa, diz escritor cristão

A relação entre o declínio da identidade religiosa no Ocidente e a disseminação da inteligência artificial foi um dos temas abordados na Conferência da Alliance for Responsible Citizenship (ARC) 2025, realizada em Londres, no dia 18 de fevereiro.

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O professor e escritor cristão da Universidade de Austin, Michael Shellenberger, questionou os efeitos de uma cultura cada vez mais afastada da fé e próxima do ateísmo no desenvolvimento tecnológico, diante de uma audiência composta por líderes empresariais, formuladores de políticas e intelectuais.

Shellenberger, 53, apresentou uma palestra sobre diversos aspectos da IA, incluindo sua relação com a identificação digital e o controle sobre a vida individual. Ele destacou o cenário japonês, marcado pelo isolamento juvenil e o vício em jogos eletrônicos, e traçou paralelos com o declínio da crença religiosa no Ocidente, alertando para as consequências morais associadas a esse fenômeno.

“A porcentagem de americanos com qualquer identidade religiosa vem diminuindo, e os números são ainda mais dramáticos na Europa, onde 80 a 90 por cento dos europeus não acreditam em Deus”, afirmou. “Se não há Deus para responsabilizá-lo por seus pecados, por que não? O problema de descrer em Deus não é que uma pessoa acaba acreditando em nada; ao contrário, é muito pior — ela acaba acreditando em qualquer coisa.”

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O autor situou essa realidade no contexto pós-Segunda Guerra Mundial, apontando para a ausência de ameaças externas como um fator que contribuiu para a ascensão econômica e a transformação dos valores sociais. “Cada vez menos de nós morremos em guerras estrangeiras, menos de nós matamos uns aos outros do que nunca, um número que continua diminuindo, felizmente. E estamos todos muito mais ricos do que nunca”, afirmou. “Talvez o problema seja que as pessoas não estão fundamentadas em um conjunto sólido de virtudes e moralidade.”

Ao exemplificar essa mudança cultural, mencionou ideologias políticas e sociais recentes, incluindo a normalização de tratamentos hormonais e cirúrgicos para mudança de gênero e políticas de tolerância a drogas como o fentanil. Para Shellenberger, essas questões estão ligadas a uma desconstrução dos valores morais tradicionais, o que pode ter impactos na tomada de decisões envolvendo a IA.

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“A IA pode desempenhar um papel na correção desse cenário?” questionou. Ele ressaltou que as decisões morais envolvidas no uso da inteligência artificial não podem ser deixadas nas mãos de tecnocratas. “Elon Musk está usando IA para eliminar fraude, desperdício e abuso? Sim, mas a decisão sobre o que constitui desperdício, fraude e abuso é uma decisão humana”, pontuou.

Shellenberger também citou o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, que em fevereiro fez um discurso na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, criticando restrições à liberdade de expressão em países europeus. Segundo ele, a imigração ilegal em massa e o cerceamento do debate público estão interligados, influenciando a forma como temas como a IA são abordados na esfera política.

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“Graças a Vance, a ‘janela de Overton’ está se abrindo para tópicos antes evitados”, afirmou Shellenberger. “Até a BBC está se abrindo para visões desfavoráveis, e graças a Deus pelos jovens homens encontrando sua testosterona ao redor do mundo, rompendo com a ortodoxia woke, dizendo que a masculinidade não é tóxica. A masculinidade é natural, saudável e necessária.”

O professor alertou que, sem referências morais, a masculinidade pode ser distorcida, como nos discursos de influenciadores de mídia social que promovem comportamentos violentos e misóginos. “Podemos lutar por algo melhor. Para sermos cavalheiros”, concluiu, de acordo com o The Christian Post.

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