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Bruno Leonardo proíbe homens no ministério infantil e exige ficha criminal

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Bruno Leonardo proíbe homens no ministério infantil e exige ficha criminal
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O bispo Bruno Leonardo, líder da Igreja Batista Avivamento Mundial, surpreendeu fiéis ao anunciar, durante culto na sede da igreja, no Brás (SP), medidas rigorosas de proteção a crianças e adolescentes. Em discurso direto, ele afirmou que não permitirá a participação de homens no ministério infantil e exigirá atestado de antecedentes criminais de todos os voluntários que atuam com menores.

Com impressionante alcance digital — 75,6 milhões de inscritos no YouTube e 14 milhões de seguidores no Instagram —, Bruno Leonardo justificou a decisão como prevenção diante de casos recorrentes de abuso envolvendo crianças. Segundo ele, apenas mulheres poderão atuar nas escolinhas, e todas as salas deverão ser equipadas com câmeras de vigilância.

“Não quero homem na escolinha, nem jovem. Se for homem, não quero na escolinha, só quero mulher. E outra coisa, todas as pessoas que cuidam de crianças na igreja, eu exijo antecedentes criminais. Por quê? Nós temos que ter cuidado com as nossas crianças”, declarou.

O bispo também orientou que a igreja avalie criteriosamente o histórico de cada voluntário antes de designá-lo para o trabalho com menores. Ao encerrar o assunto, reforçou a necessidade de vigilância constante: “Eu falei, toda escolinha tem que ter câmera, toda escolinha tem que ter somente mulher que toma conta de criança. Homem não pode tomar conta de criança. As coisas estão acontecendo e nós temos que vigiar. A igreja tem que abrir os olhos pra isso.”

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Medida não é obrigatória por lei

Embora a exigência de certidão de antecedentes criminais também tenha sido adotada por outras denominações como prática preventiva, ela não está prevista em lei como obrigação para igrejas.

Há alguns meses, circulou nas redes sociais a informação de que todas as igrejas seriam obrigadas a solicitar esse documento dos voluntários do ministério infantil, após a publicação da delegada e deputada estadual Sheila, do Rio de Janeiro, que citou a Lei 14.811/2024 como suposta base legal.

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Na ocasião, o advogado Thiago Vieira, do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR), esclareceu que se trata de uma informação falsa. Segundo ele, a legislação não se aplica a igrejas, mas sim a entidades públicas e privadas que desenvolvem atividades com crianças e adolescentes e recebem recursos públicos.

“Essa é mais uma fake news. Igreja não é ONG, não é entidade social, nem associação civil. Para fins jurídicos, igreja é organização religiosa, templo de qualquer culto. A lei fala de instituições que recebem dinheiro público, não de igrejas”, explicou o advogado. Com: Exibir Gospel.

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