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Cristãos pedem que líder da Igreja da Inglaterra renuncie após apoio a homossexualidade
Em entrevista, Justin Welby disse que considera a intimidade sexual moralmente aceitável em relacionamentos “estáveis”, independentemente do gênero.

Cristãos de várias partes do Reino Unido têm exigido a renúncia do Arcebispo de Canterbury, Justin Welby, após seus recentes comentários em apoio à intimidade sexual em relacionamentos do mesmo sexo. Segundo os críticos, suas declarações representam um desvio fundamental da doutrina tradicional da Igreja da Inglaterra em relação ao casamento e à ética sexual.
Welby afirmou em entrevista ao podcast “The Rest is Politics” que considera a intimidade sexual moralmente aceitável em relacionamentos “estáveis, comprometidos e fiéis”, independentemente do gênero. A reação dos evangélicos dentro da denominação foi imediata, com acusações de que o arcebispo estaria desconsiderando a doutrina da Igreja. A orientação oficial da Igreja da Inglaterra afirma que a relação sexual “pertence exclusivamente ao casamento entre um homem e uma mulher”, uma definição que foi reforçada nas “Orações de Amor e Fé” de 2023.
A Alliance, uma colaboração de grupos anglicanos que seguem uma visão bíblica sobre ética sexual, enviou uma carta aos arcebispos e bispos, expressando preocupação com o que considera uma mudança doutrinária não aprovada pelos procedimentos constitucionais da Igreja. “O processo constitucional correto não foi seguido para se afastar da doutrina atual ou para uma mudança de liturgia”, afirmaram. Em resposta, a Aliança anunciou o estabelecimento de uma “província paralela” dentro da Igreja da Inglaterra, buscando que o clero conservador seja supervisionado por bispos com uma postura fiel à doutrina tradicional.
De acordo com The Christian Post, Welby fez a declaração polêmica ao ser questionado pelo apresentador Alastair Campbell, ex-porta-voz do governo trabalhista de Tony Blair, sobre se considerava o sexo gay um pecado. O arcebispo respondeu: “Toda atividade sexual deve ser dentro de um relacionamento comprometido, seja ele hétero ou gay”. Ele acrescentou que, em uniões civis ou casamentos entre pessoas do mesmo sexo, os casais deveriam ter a possibilidade de receber oração e bênçãos em suas igrejas.
O gabinete de Welby divulgou uma declaração pública para esclarecer o posicionamento do arcebispo, afirmando que ele estava expressando uma “visão pessoal, desenvolvida ao longo de anos de oração e reflexão teológica”. A declaração continuou: “Essa visão reflete o compromisso do arcebispo Justin em acolher, amar e incluir mais plenamente pessoas LGBTQ+ na vida da Igreja”. Welby também reconheceu que os bispos estão divididos sobre essa questão, mas que seu compromisso com os defensores da visão tradicional permanece “inquestionável”.
Entre os que criticaram Welby está Tim Dieppe, Chefe de Políticas Públicas do Christian Concern, que, em artigo de opinião, argumentou: “Aqueles com ‘uma visão tradicional’ têm mais legitimidade para permanecer na Igreja da Inglaterra, pois defendem a doutrina recebida e entendida ao longo dos séculos”. Segundo Dieppe, são os bispos que se desviaram do ensino claro e inequívoco da Igreja que deveriam renunciar, não os que seguem a doutrina estabelecida.
As declarações de Welby sobre a questão LGBTQ+ continuam a gerar divisões profundas dentro da Igreja, destacando o embate entre a busca pela inclusão e a preservação da doutrina histórica. A pressão para que ele renuncie se intensifica, enquanto setores conservadores consideram tomar medidas para preservar o que enxergam como a essência da tradição anglicana.

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