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Esquema milionário de sonegação é admitido por pastor

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Um pastor de Nova York se declarou culpado por um esquema de sonegação fiscal que, conforme autoridades federais, provocou perdas superiores a US$ 3 milhões em impostos estaduais e federais.

Paul Mitchell, que atuava como pastor principal de uma igreja e presidente de uma creche, apresentou a declaração de culpa na terça-feira, em um caso de crime de sonegação fiscal. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou, em comunicado, que Mitchell administrava uma igreja e uma creche e que, entre 2015 e 2022, usou cartões de crédito das duas instituições para pagar despesas pessoais.

Ainda de acordo com o Departamento de Justiça, os gastos incluíram milhares de dólares com roupas, joias, relógios de luxo e prêmios de seguro de vida. O órgão também declarou que Mitchell emitiu cheques a partir de contas bancárias da igreja para quitar faturas de cartão de crédito e impostos de renda pessoais.

O Departamento de Justiça afirmou que Mitchell sacava quantias consideráveis das contas bancárias da igreja e da creche e transferia os valores para suas contas pessoais. A mesma nota registrou que ele não declarou essas transferências na declaração de imposto de renda.

“Como resultado de sua conduta, Mitchell causou uma perda tributária de aproximadamente US$ 2.906.072 para a Receita Federal (IRS) e de aproximadamente US$ 316.699 para o estado de Nova York entre 2015 e 2022”. afirmou o Departamento de Justiça.

“Mitchell enfrenta uma pena máxima de cinco anos de prisão, restituição e multas de até US$ 250.000. Um juiz do tribunal distrital federal determinará a sentença após considerar as Diretrizes de Sentenciamento dos EUA e outros fatores legais”. informou o órgão.

A acusação foi conduzida pela Seção de Integridade Pública, com atuação da procuradora federal adjunta Miranda Gonzalez, do Distrito Leste de Nova York, e da advogada Catriona M. Coppler, da Seção Tributária da Divisão Criminal do Departamento de Justiça.

Em novembro passado, a revista Influence mencionou uma pesquisa do Centro de Estudos do Cristianismo Global, do Seminário Teológico Gordon-Conwell, que estimou que o desfalque deve custar a organizações ministeriais cristãs em todo o mundo cerca de US$ 70 bilhões neste ano. O mesmo relatório estimou que, no mesmo período, congregações ao redor do mundo receberão aproximadamente US$ 60 bilhões para missões no exterior.

“Como auditor que investiga fraudes em igrejas e organizações sem fins lucrativos há mais de 30 anos, vi em primeira mão como esses problemas impactam todas as áreas do ministério”. escreveu Rollie Dimos para a Influence. “Os danos causados por escândalos financeiros normalmente vão muito além da perda imediata. A confiança dos doadores também é afetada, assim como a reputação da igreja na comunidade”. acrescentou, conforme o The Christian Post.

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