estudos bíblicos
Exortações finais na grande maratona da fé
Subsídio para a Escola Bíblica Dominical da Lição 12 do trimestre sobre “A supremacia de Cristo”

Corredores bem treinados
Não existe atleta sem disciplina. No contexto secular, o atleta precisa dormir bem (nem de mais, nem de menos), precisa ter uma dieta rigorosa e saudável, nutrindo-se daqueles alimentos que podem lhe ajudar a recompor as energias gastas e a fortalecer sua musculatura, e evitar excesso de alimentos gordurosos, bebidas alcoólicas e até remédios sem a devida indicação médica.
Não poucos atletas têm sido impedidos de participar de importantes competições esportivas e outros até sendo banidos dos esportes por serem pegos no exame antidoping, quando substâncias impróprias são descobertas no organismo.
Há também os casos de outros que tiveram até que devolver medalhas quando se descobriu que a vitória foi conquistada mediante uma “ajudinha” dos anabolizantes.
Há ainda aqueles que são expulsos dos esportes devido graves desvios morais ou crimes confirmados em tribunal. Pois bem, tudo isso traz lições à vida espiritual, e o autor da carta aos Hebreus as tem em mente:
É necessário se respeitar os limites
Deixemos os embaraços! Não caiamos na tentação do pecado que tão de perto nos rodeia! (12.1) Vivamos em paz com seus irmãos e busquem ansiosamente a santificação! (12.14) – são imperativos que devem ser obedecidos sob pena de o maratonista da fé ser pego no exame antidoping da alma!
Quando se passa dos limites da paz, se adentra no terreno da contenda e da inveja amarga; quando se passa dos limites da santidade, se cai no precipício da imoralidade e da perversão do pecado.
Caim rompeu os limites que Deus estabelecera para ele e veio então a se tornar o assassino de seu irmão mais novo. Davi extrapolou os limites e cometeu o pecado de adultério com Bate-Seba e ainda assassinou o marido dela.
Salomão ignorou as linhas que demarcavam o trajeto de seus passos, e então acumulou muitos pecados em sua velhice, desviando-se da sabedoria que Deus lhe dera para ceder à luxúria e a idolatria de suas mulheres.
Talvez o pior de todos os casos seja o de Judas, o apóstolo que traiu Jesus, preferindo entregar-se à avareza de seu coração ao invés de subjugá-la para permanecer fiel ao lado de Cristo.
Temos que vigiar nossos limites! Paulo fala de sua própria disciplina, e creio que estas palavras devem também nos inspirar para uma carreira vitoriosa: “Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado” (1Co 9.27).
É necessário ter um corpo saudável e uma mente limpa
O maratonista não pode correr com excesso de peso, senão poderá enfartar no caminho. Não pode também estar com a mente cheia de preocupações, ansiedades e estresse, pois isso prejudicaria seu desempenho e talvez até o impediria de completar a corrida.
Na corrida da fé não é diferente: somos templo e morada do Espírito Santo (1Co 6.19) e precisamos estar sempre na medida certa para que nossa caminhada não sofra impedimentos.
Até mesmo uma ofensa cometida contra a esposa, se não tratada mediante o perdão e a reconciliação, pode impedir das orações do marido chegarem a Deus (1Pe 3.7). Irmãos desunidos precisam primeiro se reconciliar com Deus, antes de oferecerem suas ofertas ao Senhor (Mt 5.23,24). A mente do crente precisa ser constantemente vigiada e uma faxina diária deve ser feita pela oração, pela Palavra e pelo arrependimento genuíno.
Até mesmo nossos pensamentos à noite, quando dormimos, são examinados por Deus! (Sl 17.3). Portanto, que nenhuma raiz de amargura encontre lugar no solo de nossos corações para perturbar a igreja do Senhor (Hb 12.15), antes, sirvamos ao Senhor com a consciência limpa, e vivamos de maneira honrosa em tudo (Hb 13.18).
É necessário valorizar as recompensas espirituais
Esaú, irmão de Jacó, é citado no capítulo 12 (vv. 16,17) como um mau exemplo de alguém que desprezou uma grande dádiva: o direito de primogenitura. Por uma simples refeição num momento de fome – nem só de pão viverá o homem! (Dt 8.3) – Esaú “vendeu os seus direitos de herança como o filho mais velho” (v. 16, NVI).
Nem mesmo com lágrimas Esaú pode recuperar este direito posteriormente! Percebe-se que ao mesmo tempo em que o autor de Hebreus vai finalizando sua carta com palavras de esperança, estímulo e consolo, ao mesmo tempo ele não se furta ao dever de continuar exortando e advertindo seu público leitor, sobre a gravidade do abandono da fé e a entrega à devassidão do coração.
O comentarista da Lição, Pr. José Gonçalves, traz um comentário prático muito pertinente aqui: “A indiferença religiosa conduz à apostasia espiritual e, muitas vezes, fica tarde para se arrepender”.
Então temos diante de nós: o bom exemplo dos heróis da fé, de nossos líderes espirituais, e do próprio Senhor Jesus; por outro lado, temos o mau exemplo de Esaú, além dos judeus de quem Hebreus falou outrora, que pela rebeldia de seus corações não entraram na terra prometida.
Que exemplo iremos tomar para nós? “Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz o mal não tem visto a Deus” (3 Jo 1.11).
Embora tendo a promessa de herdar uma pátria terrena, os heróis da fé buscavam “a cidade que tem alicerces, cujo arquiteto e edificador é Deus” (Hb 11.10, 14-16); embora tendo a proposta de serem príncipes deste mundo, preferiram o vitupério neste mundo para receber a glória incorruptível de Cristo (Hb 11.24-26).
Mas parece que hoje estamos correndo na direção contrária: tendo a promessa da pátria celestial, preferimos a terrena; tendo a glória de Cristo proposta para nós no além, preferimos a glória perecível dos homens aquém.
Que estas palavras de Deus ecoem em cada classe neste próximo domingo: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus” (Cl 3.1).
Os maratonistas da fé sabem que o fim de sua corrida não é aqui; a linha de chegada que tanto almejamos ver e as recompensas imperecíveis que lutamos por alcançar se encontram lá, na nova Jerusalém celestial!
“Sim, eu porfiarei, por esta terra d’além,
E lá terminarei as muitas lutas d’aquém;
Lá está meu bom Senhor, a qual eu desejo ver,
Ele é tudo pra mim, e sem ele eu não posso viver”
(Harpa Cristã, hino 3)

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