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estudos bíblicos

Exortações finais na grande maratona da fé

Subsídio para a Escola Bíblica Dominical da Lição 12 do trimestre sobre “A supremacia de Cristo”

em

Corredor. (Foto: Braden Collum / Unsplash)

A corrida final, exortações finais

Muitas recomendações são deixadas pelo autor da carta aos Hebreus nos dois últimos capítulos, entretanto, para fins pedagógicos a nossa Lição ressalta três:

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Valorizar a liderança

Não são só os gigantes da fé do passado, cujos nomes estão registrados na Bíblia, a quem devemos lembrar com honras e seus passos justos imitar. Hebreus nos diz que devemos lembrar dos nossos guias espirituais, que nos falaram a palavra de Deus (13.7) e obedecer aos nossos líderes, submetendo-nos à autoridade deles, já que zelam por nossas almas e prestarão contas a Deus (13.17).

Noutras palavras, há um número incalculável de heróis e heroínas da fé, muitos deles bem perto de nós: pastores, professores de escola dominical, evangelistas, dirigentes de círculo de oração, homens e mulheres íntegros, santos e fiéis, cujo procedimento correto somos chamados a imitar.

Num contexto atual onde o desigrejamento tem sido uma alternativa escolhida por muitos, para fugir das responsabilidades de submeter-se a uma liderança, a carta aos Hebreus está longe de compactuar com crentes desligados de igreja, membros do corpo pretendendo sobreviver sozinhos em casa à base de cultos virtuais pela internet. Precisamos de pastores e precisamos de rebanho.

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Pastores da internet não nos servem a ceia do Senhor, não visitam nossas casas quando estamos enfermos, não nos disciplinam quando erramos, nem nos abraçam quando precisamos de um afago para acalentar a alma. São nossos pastores e lideranças locais que fazem isso por nós!

Valorizar a doutrina

Hebreus nos instrui a não nos deixar levar por doutrinas estranhas (13.9).

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Agora, não saberemos se uma doutrina é estranha ou não a menos que conheçamos a autêntica doutrina! Muitos crentes estão sendo levados em redor por todo vento de doutrina (Ef 4.14) porque não conhecem as Escrituras (Mt 22.29) e são lentos para aprender (Hb 5.11).

Muitos crentes vivem de louvorzão em louvorzão, de vigilhão em vigilhão, de festão em festão, mas não tem interesse sincero por gastar horas a sós com a Bíblia, ou sentado numa classe de Escola Dominical, ou ocupado com a leitura de um bom livro doutrinário.

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Há muitos crentes ávidos por emoções, mas preguiçosos para reflexões! Daí o que dizia o Pr. Antônio Gilberto: haver entre nós um grande número de “retardados espirituais” (2), crentes desnutridos na alma e crentes facilmente removíveis de sua posição espiritual. Esta palavra é dura, admito, mas “peço-lhes que suportem a minha palavra de exortação” (Hb 13.22).

Chega da igreja ser enfeitada e não ser santificada, ser alegrada e não ser exortada, ser animada, mas não ser edificada! Chega de escolas dominicais vazias, e festas abarrotadas de gente! Chega de cantorias intermináveis no culto ao preço de pregações espremidas perto das 9 horas da noite! E chega de pregações emocionalistas também, fabricadas às pressas nas quinquilharias do pragmatismo religioso! Unamos ao nosso fervor pentecostal profunda reflexão teológica – queixa essa do teólogo pentecostal inglês Donald Gee (3), ainda na primeira metade do século 20. Quanto às nossas escolas dominicais, que professores, superintendentes e pastores (especialmente pastores!), ouçam esta palavra: “força o povo a entrar, para que a minha casa se encha” (Lc 14.23).

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Não durmamos no ponto, não sejamos vagarosos nem indiferentes. Valorizemos a doutrina do Senhor! “Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Os 6.3).

Valorizar a adoração

Deus deve ser adorado de modo agradável (12.28), através do louvor de nossos lábios (13.15), mas também através de nossas boas obras e de nossa benevolência para com nossos irmãos necessitados (13.16), pois “de tais sacrifícios Deus se agrada” (Hb 13.16).

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Embora os sacrifícios do antigo testamento tenham se tornado obsoletos, como tanto argumentou o autor da carta aos Hebreus, não deixamos de oferecer a Deus sacrifícios diariamente, sendo estes agora muito mais espirituais, e não mais presos às normas da Lei de Moisés, mas dirigidos pelo Espírito de Deus em conformidade com a doutrina cristã esposada pelos santos apóstolos do Senhor.

De forma pedagógica, coloco as três formas de adoração legítimas do cristão, conforme o texto em apreço:

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A) ADORAÇÃO EM PALAVRAS (“fruto de lábios que confessam o seu nome” – 13.15) – Aqui se incluem todas as formas de adoração oral: oração, louvor, pregação bíblica e cristocêntrica, testemunho das maravilhas de Deus, adoração em outras línguas.

B) ADORAÇÃO NA PRÁTICA COTIDIANA (“em toda boa obra, para fazerdes a sua vontade…” – 13.21) – aqui se incluem todo nosso procedimento do dia a dia, em que devemos agir sempre como filhos de Deus. Em casa, no trabalho, nos estudos, na fila da padaria pra comprar pão, na rua dirigindo o carro, em festa de casamento… em todo lugar e a toda hora devemos estar fazendo a vontade de Deus! Isto é adorar ao Pai em espírito e em verdade (Jo 4.23,24).

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Aliás, já dizia A.W. Tozer, que “Só podemos dizer que cremos quando passarmos a agir de acordo com essa certeza. Quando alinhamos nossa vida à fé em Cristo, tornamo-nos servos dEle. Porém, se os nossos atos não condizem com o que professamos, não podemos ser chamados cristãos” (4). Crer e viver: eis aí o binômio de todo genuíno cristão!

C) ADORAÇÃO NOS ATOS DE BENEFICÊNCIA (“fazer o bem e repartir com os outros” – 13.16, NVI) – Aqui se inclui todos os atos de bondade que o crente deve praticar em favor de todos, mas especialmente pelos “domésticos da fé” (Gl 6.10).

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Inclui:

  • a hospitalidade, que é receber e tratar bem as pessoas (13.2);
  • visitar os presos, especialmente aqueles encarcerados por causa do Evangelho (13.3, e quando não pudermos visita-los, enviar-lhes a assistência devida);
  • dar assistência aos famintos, enfermos e desabrigados, e não nos esquecermos dos estrangeiros que necessitarem de nosso socorro (Mt 25.42-46).

Quando contribuímos com nossos dízimos e ofertas, quando contribuímos com missões, quando ofertamos para algum missionário, quando tomamos parte em campanhas para arrecadação de alimentos e outros donativos, estamos nisso também demonstrando adoração a Deus, pois Ele se agrada destas coisas, uma vez que o amor ao próximo é o segundo grande mandamento em que se resume todos os demais.

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Casado, bacharel em teologia (Livre), evangelista da igreja Assembleia de Deus em Campina Grande-PB, administrador da página EBD Inteligente no Facebook e autor de quatro livros.

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