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Israel bombardeia Gaza após Hamas romper cessar-fogo
A Força Aérea Israelense (IAF) lançou uma série de ataques aéreos intensos contra alvos do Hamas na Faixa de Gaza entre a noite de terça-feira (28) e a manhã de quarta (29), em resposta à morte do sargento-mestre da reserva Yonah Efraim Feldbaum, de 37 anos, durante um ataque em Rafah.
A ação marca uma nova escalada nas tensões, após o que Israel classificou como uma violação do cessar-fogo por parte do grupo palestino.
Segundo o Gabinete do Primeiro-Ministro (GPM), Benjamin Netanyahu ordenou os bombardeios “imediatos e contundentes” após consultas com a cúpula militar. “O primeiro-ministro instruiu as forças a realizarem ataques poderosos na Faixa de Gaza”, informou a nota oficial.
Morte de soldado
De acordo com a investigação inicial das Forças de Defesa de Israel (IDF), Feldbaum, integrante do Corpo de Engenharia de Combate, operava uma escavadeira militar quando foi alvejado por terroristas no bairro de Jenina, em Rafah. Logo após o ataque, militantes lançaram projéteis de RPG contra um veículo blindado israelense. Feldbaum morreu no local; não há registro de outros feridos.
Natural de Zayit Raanan, na Samaria, Feldbaum deixa esposa e cinco filhos. Ele atuava como operador de máquinas pesadas na Divisão de Gaza. Após o ataque, os responsáveis fugiram, e as forças israelenses iniciaram uma busca terrestre e aérea na região.
A IDF acredita que os terroristas estejam escondidos em túneis subterrâneos ainda não identificados, dentro da Linha Amarela, área controlada por Israel como parte do acordo de cessar-fogo. Tropas do Batalhão de Reconhecimento Nahal permanecem na região com a missão de destruir estruturas remanescentes do Hamas.
Cessar-fogo violado
O ataque ocorreu horas após o Hamas entregar ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha restos mortais de reféns, que, segundo Israel, não eram novos, mas pertenciam ao mesmo refém cujas partes já haviam sido recuperadas anteriormente. O Estado-Maior israelense afirmou que o grupo encenou uma falsa operação de resgate para as câmeras da Cruz Vermelha.
A descoberta levou o governo de Israel a acusar o Hamas de “provocação e manipulação” e a considerar o episódio uma violação direta do cessar-fogo. O grupo palestino, por sua vez, negou envolvimento no ataque que matou Feldbaum e adiou a entrega de um novo lote de restos mortais de reféns, alegando que Israel havia rompido o acordo primeiro.
Fontes palestinas relataram ataques israelenses em múltiplas localidades da Faixa de Gaza, com a agência de defesa civil controlada pelo Hamas informando que pelo menos 50 pessoas morreram durante os bombardeios noturnos.
Israel acusa o Hamas de usar os restos mortais dos reféns como instrumento político para atrasar a implementação do cessar-fogo. O grupo não entregou nenhum corpo há mais de uma semana, apesar do prazo de 48 horas estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início da semana.
Após os bombardeios, Trump declarou acreditar que os ataques de Israel não colocam em risco o cessar-fogo, mas reafirmou o direito do país de retaliar. “Eles mataram um soldado israelense, então os israelenses revidaram — e eles devem revidar”, afirmou o presidente a bordo do Air Force One, na noite de terça-feira.
Escalada e incerteza
As forças israelenses continuam operando em Rafah e no sul de Gaza, buscando neutralizar células terroristas ativas. Na semana anterior, dois soldados da IDF morreram em ataque semelhante na mesma área. Embora o Hamas negue envolvimento, Israel mantém a acusação de que o grupo utiliza zonas civis e áreas sob cessar-fogo para abrigar combatentes e armamentos.
Com o aumento da tensão e a quebra de confiança mútua, autoridades israelenses alertam que a continuação dos ataques é provável até que a célula responsável pela morte de Feldbaum seja eliminada. A IDF descreveu a operação atual como parte de uma “resposta proporcional e necessária” para preservar a segurança do país, segundo informado pelo The Christian Post.