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Justiça quebra sigilos bancário e fiscal do bispo Macedo
A Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do bispo Edir Macedo e de outros 17 investigados no âmbito da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira, 23. A investigação apura suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Digimais.
Segundo a Polícia Federal, os investigados teriam adulterado informações contábeis e registros oficiais com o objetivo de ocultar a real situação financeira da instituição. As apurações também indicam a suposta criação de uma aparência de solvência para atender exigências regulatórias e possibilitar operações consideradas irregulares pelos investigadores.
Além da quebra dos sigilos, a Justiça autorizou o bloqueio e a apreensão de bens de Edir Macedo e de outros nove investigados alcançados pelos mandados de busca e apreensão. De acordo com a Polícia Federal, o valor total das medidas patrimoniais supera R$ 670 milhões, quantia que corresponderia aos lucros supostamente obtidos por meio das operações investigadas.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos no estado de São Paulo e tiveram como alvos Marcelo de Lima Brasil, João Alves de Campos, Rodrigo Ruggero, João Luiz Urbaneja, Thiago Rodrigues Urbaneja, José Roberto Giancoli Filho, Rodrigo Balassiano, o Banco Digimais S.A. e a ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.
Edir Macedo não foi alvo dos mandados de busca e apreensão porque reside fora do Brasil, segundo informações divulgadas pelas autoridades responsáveis pela operação.
Entre os investigados que tiveram os sigilos fiscal e bancário quebrados estão, além do líder religioso, empresas ligadas ao caso, incluindo B.A. Empreendimentos e Participações S.A., Banco Digimais S.A., Bless Capital Gestora de Recursos, Digimais Securitizadora de Créditos Financeiros S.A., EXP 1 FIDC-NP, Guidare FIM CP, Hermon Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados (FIDC-NP) RL, ID 112 FIDC-NP, ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. e Rocha Silva Consultoria e Estruturação.
A Polícia Federal informou que os fatos investigados podem resultar na responsabilização dos envolvidos por crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, inserção de informações falsas em documentos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela legislação.
As investigações continuam em andamento. Até o momento, não houve decisão judicial definitiva sobre a responsabilidade dos investigados, e os fatos seguem sob apuração pelas autoridades competentes.
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