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Líderes batistas reiteram rejeição ao pastorado femininoProposta quer fechar brechas interpretativas na Constituição da denominação
O presidente do Seminário Teológico Batista do Sul, Albert Mohler Jr., anunciou que pretende apresentar uma proposta para reforçar na Constituição da Convenção Batista do Sul a proibição de mulheres exercendo funções pastorais em igrejas filiadas à denominação.
Em vídeo publicado no YouTube, Mohler informou que levará a proposta à Reunião Anual da Convenção Batista do Sul, marcada para o próximo mês em Orlando.
A emenda propõe acrescentar um novo item ao Artigo 3 da Constituição da SBC, estabelecendo que igrejas cooperantes não devem “afirmar, nomear ou endossar” mulheres atuando na função de pastora, presbítera ou supervisora, incluindo a pregação à congregação reunida.
Mohler afirmou que a necessidade da medida se tornou mais evidente nos últimos anos e declarou que a proposta poderá reduzir debates recorrentes dentro da convenção. Como comparação, ele citou mudanças anteriores na Constituição da SBC relacionadas a posicionamentos sobre práticas LGBTQ+.
“Isso esclareceu a convicção da Convenção Batista do Sul. Criou uma unidade ainda maior na verdade”, declarou o líder batista.
Os dois candidatos confirmados à presidência da SBC manifestaram apoio à proposta. O pastor Josh Powell afirmou nas redes sociais que os batistas do sul mantêm o entendimento de que o ofício pastoral é restrito a homens qualificados pelas Escrituras.
Já o pastor Willy Rice declarou em vídeo publicado no LinkedIn que considera necessária uma emenda constitucional sobre o tema, além da criação de uma força-tarefa para tratar da questão dentro da convenção.
O debate sobre mulheres no pastorado já havia sido discutido anteriormente pela denominação. Em 2025, durante a Assembleia Anual realizada em Dallas, uma proposta semelhante recebeu 3.421 votos favoráveis, o equivalente a 60,74% dos votos válidos, mas não atingiu os dois terços necessários para aprovação.
A proposta anterior foi apresentada pelo pastor Juan Sanchez, da Igreja Batista High Pointe, no Texas, e buscava determinar que igrejas da SBC tivessem “apenas homens como pastores ou presbíteros qualificados pelas Escrituras”.
Na ocasião, o pastor James Goforth se posicionou contra a medida. Embora afirmasse não apoiar mulheres como pastoras principais, ele declarou que a proposta poderia ultrapassar os limites da autonomia das igrejas locais, princípio tradicional entre os batistas do sul.
Segundo o The Christian Post, Goforth também argumentou que o debate poderia desviar a atenção da convenção de outras prioridades ministeriais e missionárias ligadas à Grande Comissão.
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