capa
Líderes da Igreja de Sião permanecem presos na China, mas perseguição fortalece a fé
A detenção de oito líderes da Igreja de Sião, resultante de uma operação coordenada contra templos domésticos não registrados na China, tem produzido um efeito inesperado: o fortalecimento espiritual e a unidade entre os membros da congregação.
Em exílio na Tailândia, Geng Pengpeng — esposa do pastor encarcerado Gao Yingjia — compartilhou detalhes sobre as prisões ocorridas em outubro de 2025 e expressou otimismo quanto ao impacto religioso da repressão, em entrevista ao The Christian Post.
A maior repressão em décadas
A investida do Partido Comunista Chinês contra a Igreja de Sião é considerada por observadores a maior ação coordenada contra uma igreja doméstica urbana no país em mais de 40 anos.
A organização religiosa, que reúne milhares de membros em toda a China, ganhou atenção internacional quando a detenção de seu fundador, Jin Mingri, gerou um incidente diplomático com os Estados Unidos. Como familiares de Jin possuem cidadania americana, o caso obteve ainda mais notoriedade.
O governo chinês não reconhece igrejas que se recusam ser tuteladas pelo Partido Comunista, o que acarreta em perseguição aos líderes e cristãos que frequentam os templos não registrados.
“Não apenas a plataforma ministerial para igrejas domésticas está se tornando cada vez mais limitada, mas a capacidade de serviço das igrejas do Movimento Patriótico das Três Autonomias também está diminuindo sob regulamentações mais rígidas”, comentou um cristão local, segundo informações da Portas Abertas.
