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Maioria dos pastores usa IA, mesmo temendo substituição

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Maioria dos pastores usa IA, mesmo temendo que ela os substitua
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Um estudo recente apontou que a maioria dos pastores tem utilizado inteligência artificial no dia a dia, embora persistam preocupações sobre seus impactos no ministério. O levantamento indica benefícios operacionais, mas também destaca riscos relacionados à confiança dos fiéis e ao papel da liderança espiritual.

O relatório “Tecnologia para Impacto Missionário: Estado da Tecnologia na Igreja 2026”, produzido pela Barna em parceria com a Pushpay, mostra que cerca de 60% dos líderes religiosos utilizam IA ao menos algumas vezes por mês, enquanto 24% afirmam nunca usar a tecnologia. O uso mais comum envolve criação e edição de conteúdos, como textos, imagens, e-mails, publicações em redes sociais e, em alguns casos, sermões.

Estudos anteriores já indicavam essa tendência. Um relatório divulgado em 2025 apontou que muitos pastores recorrem a ferramentas como ChatGPT e Grammarly para auxiliar na preparação de mensagens.

Apesar dos avanços, o novo levantamento revela preocupações significativas. Cerca de 51% dos líderes disseram estar “muito preocupados” com plágio e integridade das mensagens, enquanto 49% demonstraram receio quanto à perda de autenticidade nos ensinamentos. Além disso, 83% apontaram preocupação com privacidade de dados.

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Outro ponto relevante é a adoção institucional ainda limitada. Aproximadamente 58% dos líderes afirmaram que suas igrejas não utilizam IA, enquanto 33% disseram que há algum uso. Apenas 5% das igrejas possuem políticas formais para regular o uso da tecnologia, indicando uma lacuna entre o reconhecimento dos riscos e a implementação de diretrizes.

O impacto na relação entre fiéis e líderes também aparece como preocupação. Cerca de 65% dos pastores temem que a IA possa substituir parcialmente o papel de orientação espiritual, e 70% acreditam que a tecnologia pode reduzir a confiança dos membros nas lideranças.

Outro levantamento da Barna, em parceria com a Gloo, mostrou que aproximadamente um terço dos cristãos praticantes nos Estados Unidos considera que o aconselhamento espiritual por IA pode ser tão eficaz quanto o de um pastor.

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Mesmo diante dessas preocupações, o estudo aponta efeitos positivos. Cerca de 79% dos líderes afirmaram que a tecnologia melhorou a conexão entre membros das igrejas, e 61% acreditam que ela contribuiu para o aprofundamento da fé. Além disso, 78% relataram que ferramentas digitais tornaram a rotina ministerial mais eficiente.

De acordo com o The Christian Post, os pesquisadores concluem que a tecnologia tende a ser vista como um recurso complementar, não substituto, no contexto religioso. Ainda assim, reforçam a necessidade de criação de políticas claras para equilibrar inovação, ética e responsabilidade no uso da inteligência artificial nas igrejas.

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