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Malafaia acusa Moraes de perseguição religiosa ao barrar pregações no exterior

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O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), afirmou que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar a apreensão de seu celular, passaporte e cadernos de anotações de sermões, configura perseguição religiosa. Segundo o pastor, sem o documento que permite viagens internacionais, ele fica impossibilitado de pregar fora do Brasil, atividade que considera parte essencial de sua missão ministerial.

Malafaia também criticou o vazamento de áudios de conversas privadas, classificando o episódio como uma tentativa de constrangimento para enfraquecer sua credibilidade. Em suas palavras, o objetivo seria impor silêncio à sua atuação, já que nos últimos anos ele tem feito críticas públicas às decisões do ministro do STF. “Faça uma análise fria. Nos últimos 4 anos, eu fiz mais de 50 vídeos denunciando os crimes de Alexandre de Moraes e em todas as manifestações eu me posicionei contra ele. […] Qual é a maior prova que eu dou a vocês, para vocês entenderem isso? Alexandre de Moraes processou gente por calúnia, injúria e difamação. Por que ele não me processou? Porque todas as críticas que fiz a ele, eu baseei em lei”, declarou.

O pastor associou a medida judicial a uma tentativa de censura. “E por que isso agora? Porque esse é um modo de operação do ditador da toga Alexandre de Moraes: calar seus opositores, seus adversários, quem enfrenta ele. É só você ver a história dos últimos 4 anos”, afirmou. Ele também destacou que os áudios divulgados pela imprensa foram, segundo ele, retirados de inquérito sigiloso sob guarda da Polícia Federal. “Eu não falei nada de mais. Os áudios vazados de conversas particulares e secretas com Bolsonaro no telefone dele é um modus operandis. Isso não é de graça. Qual é a ideia? A Polícia Federal, que detém a guarda de um inquérito sigiloso, vazou [os áudios]. E vazou para a imprensa oficial de Alexandre de Moraes, que é a Globo News”.

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Para Malafaia, a divulgação das gravações teve o propósito de desviar a atenção da decisão que, segundo ele, o prejudica diretamente. “E vazou por quê? Para desviar o foco da maldade, do absurdo que fez comigo. Para tentar me desmoralizar diante da opinião pública brasileira e da opinião pública evangélica. Esse é o jogo. Tirando o foco do crime. Artigo 5º, inciso 10º da Constituição é inviolável a vida particular das pessoas. Eu não falei nada de mais”, declarou.

O pastor ainda contestou a justificativa da apreensão do passaporte, afirmando que não houve indícios de que pretendia deixar o país. “Agora, escute: eu estava chegando do exterior de Portugal, eu não estava saindo. Nenhum dos áudios tem uma palavra minha de que eu vou fugir do Brasil. Todo o mundo jurídico sabe que para prender o passaporte de alguém [é preciso que haja] risco iminente de fuga. Tem que provar. Onde é que está a prova, ditador da torre Alexandre de Moraes, que eu ia fugir do país? Onde é que está essa prova? Eu estava chegando do exterior”, disse.

Em suas declarações, Malafaia reforçou que a medida também atinge seu trabalho pastoral. “E tem uma coisa grave: ao prender o meu passaporte, ele está impedindo o meu exercício da minha atividade religiosa. Então deixa de simplesmente ser perseguição política para também ser perseguição religiosa. Quando toma os meus cadernos de esboços, que é a minha ferramenta de trabalho, também é perseguição religiosa. E pode devolver meus cadernos, que isso não é suficiente”, afirmou.

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Encerrando sua fala, o pastor destacou que não pretende recuar em suas críticas. “A verdade é que essa é a maneira que Alexandre de Moraes faz para tentar calar seus opositores. Só que ele escolheu o cara errado, porque eu não tenho medo dele e eu não vou calar. […] Não que eu tenha poder de fazer alguma coisa contra você. Não, não é isso, não. Mas eu tenho um Deus. E o meu Deus, um dos nomes de Deus, é […] ‘o Senhor que é a justiça nossa’. E eu quero profetizar aqui: não me pergunte o dia e o tempo, em nome de Jesus, Alexandre de Moraes, você vai dar conta a Deus ou vai dar conta à sociedade brasileira e ao povo, que é o supremo poder, ou as duas coisas juntas […] Eu não vou parar de falar”.

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