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Manifestantes que invadiram Igreja Batista são presos

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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou, na quinta-feira, a prisão de três ativistas envolvidos em um protesto contra o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) que interrompeu um culto religioso no domingo anterior, na Cities Church, em St. Paul, no estado de Minnesota.

A procuradora-geral Pam Bondi e o diretor do FBI Kash Patel anunciaram que Nekima Levy Armstrong e Chauntyll Louisa Allen foram indiciadas com base na Lei de Liberdade de Acesso às Entradas de Clínicas, legislação federal que proíbe ferir, intimidar ou interferir deliberadamente no exercício da liberdade religiosa garantida pela Primeira Emenda em locais de culto. Segundo Bondi, as prisões ocorreram após investigação conduzida por agentes federais.

Em declaração pública, a procuradora-geral afirmou que o governo não tolerará ataques a igrejas ou a outros espaços religiosos. Horas depois, confirmou a detenção de Allen e reiterou que a proteção aos locais de culto é prioridade das autoridades federais. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, divulgou imagem da prisão de Armstrong e informou que a ativista também responderá com base em dispositivo legal que trata de conspiração para violar direitos constitucionais.

Ainda na quinta-feira, Bondi anunciou a prisão de William Kelly, identificado em vídeos divulgados nas redes sociais repreendendo fiéis e dirigindo insultos durante o culto interrompido. Segundo o Departamento de Justiça, as três detenções fazem parte da mesma investigação relacionada ao episódio ocorrido no interior da igreja.

As prisões ocorreram no mesmo dia em que o vice-presidente JD Vance cumpria agenda oficial em Minnesota, em meio a uma série de manifestações no estado. Autoridades federais afirmaram que a atuação busca assegurar o direito constitucional ao livre exercício da fé, independentemente de disputas políticas ou ideológicas.

De acordo com informações do caso, Armstrong, Allen e Kelly integravam um grupo de ativistas de esquerda que entrou na Cities Church durante o culto dominical, gritando palavras de ordem e forçando o encerramento antecipado da celebração. O grupo protestava contra o fato de um dos pastores da igreja exercer, de forma interina, a função de diretor local do ICE em St. Paul. A manifestação ocorreu em meio a uma intensificação das operações do órgão contra a imigração ilegal na região metropolitana da capital de Minnesota.

O protesto ganhou maior repercussão após a presença do ex-apresentador da CNN Don Lemon, que acompanhou o grupo e registrou sua participação em vídeo. Posteriormente, Lemon declarou ter se afastado dos organizadores enquanto as investigações avançavam. A atuação dos manifestantes foi comparada por alguns deles a episódios bíblicos, interpretação contestada por líderes cristãos que afirmaram não haver justificativa religiosa para a interrupção de um culto.

As autoridades também destacaram que o protesto ocorreu em um contexto de tensão crescente, após dois episódios recentes envolvendo agentes do ICE, incluindo a morte de Renee Good durante uma abordagem em Minnesota. O caso ampliou o debate público sobre imigração, atuação policial e limites do protesto em espaços religiosos.

Em contraposição às ações federais, o procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, declarou que considera as manifestações protegidas pela Primeira Emenda, sustentando que expressões como cânticos e discursos configurariam liberdade de expressão. A posição, no entanto, é contestada pelo Departamento de Justiça, que sustenta que a lei federal prevê proteção específica aos locais de culto contra intimidação e interrupção deliberada.

Após o episódio, membros da Cities Church (congregação filiada à Convenção Batista do Sul) relataram danos emocionais e interrupção das atividades religiosas. Uma campanha de arrecadação organizada por apoiadores foi iniciada para auxiliar a congregação, que informou estar cooperando com as investigações.

O uso da Lei de Liberdade de Acesso às Entradas de Clínicas tem sido alvo de debate nos Estados Unidos. Em anos recentes, a legislação foi aplicada tanto em casos envolvendo clínicas de aborto quanto em situações relacionadas à liberdade religiosa. Autoridades do atual governo afirmam que o dispositivo legal será utilizado para garantir direitos constitucionais, independentemente da motivação ideológica dos envolvidos.

O Departamento de Justiça informou que novas atualizações poderão ser divulgadas conforme o andamento do processo judicial, de acordo com o portal The Christian Post.

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