estudos bíblicos
O que é oferta pacífica na Bíblia?
Estudo bíblico sobre as ofertas pacíficas oferecidas no Antigo Testamento e sua ligação e aplicação para os cristãos nos dias atuais.
A oferta pacífica na história sagrada
O voto de Jacó
Na verdade, não vemos neste voto de Jacó os procedimentos regulares da Lei de Moisés (a ser, obviamente, instituída séculos depois), que falavam do oferecimento de um sacrifício animal para ser comido pelo ofertante (Lv 7.16-17). O que vemos neste caso é que a prática do voto precede a regulamentação mosaica, e que, a partir desta, o pagamento dos votos mediante sacrifício animal deve ser conforme prescrito na Lei.
Jacó não prometeu oferecer um animal ou comê-lo diante do Senhor, mas dedicar-se a si mesmo como um fiel adorador de Yavé: “…o SENHOR será o meu Deus” (Gn 28.20,21).
De fato até o fim de sua vida (Gn 49) vemos que Jacó foi um fiel servo do Senhor. Por tudo que Deus é, por tudo o que Ele nos tem feito, dediquemo-nos inteiramente a Ele, e jamais tenhamos outro deus além do Todo Poderoso, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó!
Este é o maior compromisso que devemos assumir na vida: adorarmos unicamente ao Criador dos céus e da terra e devotar-lhe todo nosso coração (Mt 22.36,37).
O voto de Ana
Embora as ofertas de Ana descritas em 1Sm 1.24,25 não tenham sido exatamente ofertas pacíficas como prescritas em Levítico, não deixavam de expressar gratidão pelo filho recebido pela mulher que até então fora estéril. A maior oferta de Ana não foram os bezerros, a farinha ou o vinho por ela e seu marido oferecidos, mas a dedicação integral do próprio filho Samuel ao Senhor!
Ou seja, ela prometeu dedicar ao Senhor a benção que o Senhor lhe concedesse, a saber um filho. É de todos nós conhecida a famosa declaração da irmã Ana: “Por este menino orava eu; e o Senhor atendeu à minha petição, que eu lhe tinha feito” (1Sm 1.27).
Dediquemo-nos a nós mesmos ao Senhor; dediquemos nosso casamento ao Senhor; dediquemos nossos filhos ao Senhor! Num mundo onde os descrentes oferecem seus filhos como ofertas à homossexualidade, à violência, aos vícios, à ideologia de gênero, à cultura irreverente e desregrada, ofertemos nossos filhos ao Senhor, a exemplo do que fez a irmã Ana. E ofertemos nosso próprio ser integralmente ao serviço do Senhor!
Aliás, esta é a maior dedicação que um crente pode fazer: oferecer-se a si mesmo a Deus como sacrifício vivo, santo e agradável (Rm 12.1)
Ofertas pacíficas de Davi
Como bem colocado por Claudionor de Andrade, “na biografia de Davi, encontramos não um rei, em primeiro plano, mas um homem apaixonado pelo Senhor. Tem-se a impressão de que ele andava de sacrifício em sacrifício e de voto em voto” [3].
De fato, Davi era um homem do altar, do sacrifício e da adoração, como se pode ver, por exemplo, em Salmos de sua autoria (22.25; 56.12; 61.5,8).
Como nos dias de Davi, um coração sincero e quebrantado, e ainda louvores dos lábios de um crente que teme ao Senhor são as verdadeiras ofertas que agradam a Deus hoje.
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