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Vídeo: tumba de Ester, no Irã, é local de peregrinação de judeus
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Imagens raras do túmulo atribuído a Ester e Mordecai circularam nas redes sociais. O recinto fica em Hamadan, no Irã, e é tratado por visitantes e guias locais como um dos pontos históricos mais relevantes ligados à tradição judaica fora de Israel.
O monumento está no centro de Hamadan e é descrito em publicações e relatos de peregrinação como um dos locais de maior reverência no judaísmo, atrás de Jerusalém. Judeus que vivem no Irã e também em outros países visitam o espaço há séculos.
Registros históricos associados ao santuário indicam que a construção começou no século IX e passou por reformas no período islâmico, entre 1321 e 1322. A estrutura foi erguida com pedra e tijolo e preserva traços arquitetônicos atribuídos a essas épocas.
No interior, há dois sarcófagos tradicionalmente ligados à rainha Ester e ao seu tio Mordecai. As peças exibem inscrições em hebraico e são mantidas como parte do patrimônio histórico local.
A tradição judaica identifica Ester também como Hadassa e a situa na antiga Pérsia, por volta de 500 anos antes de Cristo. O relato preservado nas Escrituras apresenta a jovem como órfã, criada por Mordecai, e depois rainha ao se casar com o rei Xerxes, filho de Dario.
O Livro de Ester, no Antigo Testamento, descreve que ela intercedeu diante do rei em favor do povo judeu quando um decreto de extermínio foi articulado por Hamã, alto oficial do reino. O mesmo relato registra que Mordecai orientou Ester a se apresentar ao rei sem ser chamada, um gesto que colocava sua vida em risco dentro do protocolo da corte.
A narrativa bíblica registra que a iniciativa resultou na reversão do decreto e na preservação do povo judeu, episódio lembrado na Festa de Purim. A celebração passou a marcar, na tradição judaica, a memória desse livramento.
O local também teria abrigado, em outro período, um antigo rolo da Torá escrito em pele de veado. Informações divulgadas sobre o acervo apontam que esse objeto está hoje preservado no Museu do Patrimônio Cultural de Hamadan. Mesmo sob o atual regime dos aiatolás, uma comunidade judaica continua vivendo no Irã.
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