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Pastora comenta polêmica de promotora: “Pisou na terra do manto e da glória”
A pastora Helena Raquel manifestou-se nesta quarta-feira (8) sobre a controvérsia envolvendo a promotora de Justiça Elayne Rodrigues durante a abertura do Fórum Permanente de Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares, realizado na última sexta-feira (3), em Duque de Caxias (RJ).
Embora tenha partido do entendimento de que houve uma oração no evento – posteriormente a Acterj esclareceu que houve apenas a leitura de um texto antes da apresentação infantil “O Abraço de Deus” – a pregadora utilizou o episódio para destacar a presença da fé entre os moradores da cidade.
Segundo Helena Raquel, a promotora talvez não conheça a cultura religiosa da Baixada Fluminense.
“A promotora certamente não é residente em Duque de Caxias ou acabou de chegar. Porque, se residisse em Duque de Caxias, já teria entendido que pisou na terra do manto e da glória. Na Baixada Fluminense, os crentes não só vão à igreja como levam a igreja para onde vão”, afirmou.
A pastora também observou que a convivência entre pessoas de diferentes religiões no Rio de Janeiro ocorre de maneira respeitosa e relatou que pedidos de oração entre pessoas de distintas crenças são comuns.
“No Rio de Janeiro, nós vivemos de forma muito amistosa e muito tranquila com pessoas de muitas religiões. O espírita vê um crente e pede: ‘Leva meu nome lá para orar’. Eu imagino que, se alguém disse ‘ora’, o crente orou. É uma cidade onde os crentes oram. Oram na praça, na rua. E tem coisa no Rio de Janeiro que não explodiu ainda, e nem vai explodir, porque tem uma Igreja que não parou de orar e nem vai parar de orar”, declarou.
Repercussão do caso
A polêmica teve início quando a promotora afirmou, durante sua participação no evento, ter sido “assolapada por uma oração evangélica”, declarou que a fé é “um direito privado que não deve ser estendido a outras pessoas em um evento público” e disse ter se sentido “extremamente ofendida” com a referência a Deus. As falas repercutiram nas redes sociais e motivaram manifestações de parlamentares, juristas, entidades e líderes religiosos.
