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Se Hamas insistir em Gaza, será obliterado, diz Trump

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Donald Trump tem pressionado Israel a manter o cessar-fogo como parte dos esforços ligados ao plano de paz de 20 pontos, mas também advertiu o grupo Hamas sobre uma possível “obliteração completa” caso não renuncie ao poder na Faixa de Gaza.

Em entrevista concedida no domingo, 05 de outubro, ao jornalista Jake Tapper, da CNN, Trump foi questionado sobre o que ocorreria se o grupo terrorista insistisse em permanecer no controle de Gaza, enquanto equipes de negociação seguiam para o Cairo a fim de definir os termos para a libertação dos reféns. O presidente respondeu de forma direta: “Eliminação completa!”.

Tapper insistiu sobre o comprometimento do Hamas com o plano apresentado durante a recente visita do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu a Washington. O jornalista citou as declarações do senador Lindsey Graham, do Partido Republicano, que afirmou que o Hamas havia se recusado a desarmar-se conforme previa a proposta.

Em publicação na rede X na sexta-feira (03 de outubro), Graham afirmou: “A resposta recente do Hamas ao plano do presidente Trump para encerrar a guerra, que Israel havia aceitado, é infelizmente previsível. Um clássico ‘sim, mas’. Sem desarmamento, mantendo Gaza sob controle palestino e vinculando a libertação de reféns a negociações, isso é, em essência, uma rejeição do Hamas à proposta do presidente Trump de ‘pegar ou largar’”.

Ao ser questionado se Graham estava errado, Trump respondeu: “Descobriremos. Só o tempo dirá”. O presidente norte-americano também declarou que, apesar de algumas reservas, Netanyahu está comprometido com o cessar-fogo proposto.

As declarações ocorreram após o anúncio de Trump de que Israel havia concordado com a linha de retirada inicial prevista no plano. Já o Hamas indicou na sexta-feira que daria uma resposta positiva à proposta de 20 pontos, embora sem afirmar que havia aceitado integralmente os termos.

A observação do senador Graham foi feita em resposta a uma publicação do repórter da Reuters, Gram Slattery, especializado em Segurança Nacional da Casa Branca, que descreveu a reação do Hamas como uma “resposta amplamente seletiva”. Segundo o jornalista, “o grupo parece concordar em princípio com algumas questões-chave, mas afirma estar disposto a negociar outras. Diz estar disposto a discutir muitos dos 20 pontos, mas não declara concordar com eles”.

Enquanto as negociações seguem, Israel mantém postura defensiva em campo, embora os palestinos tenham relatado ataques israelenses em Gaza no domingo (05 de outubro). De acordo com relatos locais, as Forças de Defesa de Israel (IDF) reagiram a tentativas do Hamas de realizar ofensivas e ocupar posições consideradas taticamente relevantes, de acordo com o The Christian Post.

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