igreja perseguida
Sete igrejas são incendiadas em ataques na Nova Zelândia
Sete igrejas foram atingidas por supostos ataques incendiários na cidade de Masterton, na Nova Zelândia, durante a madrugada de sábado, 24 de fevereiro, horário local. As autoridades informaram que quatro templos sofreram danos “moderados a significativos”, enquanto evidências sugerem que outras três igrejas foram alvo de tentativas de incêndio, mas não chegaram a ser consumidas pelo fogo.
De acordo com o Fire and Emergency New Zealand, equipes de emergência responderam aos chamados por volta das 4h30 (horário local), mobilizando recursos de toda a região de Wairarapa. Um porta-voz da corporação declarou: “Os incêndios estão sendo tratados como suspeitos e foram encaminhados à polícia”. Até o momento, nenhuma prisão foi efetuada.
As igrejas afetadas incluem a Igreja Anglicana da Epifania, a Igreja Católica de São Patrício, a Igreja Batista de Masterton e a Igreja Equippers, todas situadas em Masterton. Relatos da mídia local indicam que os templos apresentavam janelas quebradas, cadeiras queimadas e estofados chamuscados. O fogo foi completamente controlado, e não houve registros de feridos.
O prefeito de Masterton, Gary Caffell, expressou choque diante dos ataques, afirmando que “você simplesmente não espera que algo assim aconteça, principalmente em um lugar como Masterton”. O parlamentar local Mike Butterick também se manifestou, lamentando os ataques e elogiando os socorristas como “heróis”.
Além das igrejas, uma funerária da região, que abriga uma capela, também sofreu um incêndio por volta das 10h, mas não havia ninguém no prédio no momento do incidente, segundo a BBC.
A polícia permanece no local das ocorrências e pede que testemunhas forneçam informações. Patrulhas adicionais foram mobilizadas em Masterton e nas cidades vizinhas de Featherston e Carterton para reforçar a segurança e tranquilizar a comunidade.
Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra um homem assumindo a autoria dos ataques e expressando sentimentos antirreligiosos e antimonarquistas. A polícia e o Corpo de Bombeiros e Emergência da Nova Zelândia ainda não emitiram novos comentários sobre a gravação.
Os ataques a edifícios religiosos não são um fenômeno isolado na Nova Zelândia. Em 2023, uma igreja em Auckland sofreu dois incêndios criminosos na mesma noite, e, em novembro, uma mesquita na mesma cidade também foi incendiada.
O histórico de ataques contra locais de culto no país remete ainda ao massacre de 2019, quando 51 pessoas foram assassinadas em atentados contra duas mesquitas em Christchurch. Na ocasião, o autor dos ataques, Brenton Tarrant, revelou que também planejava incendiar os locais para causar o maior número possível de vítimas.
As investigações sobre os incêndios seguem em andamento, e as autoridades locais pedem a colaboração da população para esclarecer os fatos.
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