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Teólogo fala sobre crises na Assembleia de Deus
O pastor e teólogo José Gonçalves criticou as disputas na denominação pentecostal.

A crise de liderança dentro das Assembleias de Deus no Brasil tem se intensificado, gerando divisões e chamando a atenção da mídia cristã e secular. Recentemente, disputas internas em convenções estaduais trouxeram à tona fragilidades estruturais e espirituais da maior denominação pentecostal do país.
Dois casos chamaram atenção: a emancipação da CONFRADESPA no sul do Pará e a saída de diversos campos da AD COMADESMA no sul do Maranhão. Essas cisões refletem um problema mais profundo, que não se limita a questões administrativas, mas revela um afastamento dos princípios bíblicos que nortearam os pioneiros do Movimento Pentecostal, como Gunnar Vingren e William H. Durham.
O pastor e teólogo José Gonçalves, em análises recentes, criticou a forma como disputas internas têm corroído o espírito de unidade da igreja. Para ele, a raiz do problema está no próprio comportamento dos líderes. Citando um pastor experiente, ele destacou: “O problema das igrejas são os pastores”, referindo-se à permanência prolongada de líderes no poder e ao consequente desvio da vocação pastoral para um modelo de liderança autoritária e centralizadora.
A cultura do carreirismo e a busca por status têm transformado as Assembleias de Deus em plataformas de ascensão política e financeira, desviando o foco do ministério. “Assim, as igrejas passaram a ser vistas como empresas e os pastores como executivos. No universo convencional, a coisa segue a mesma linha. Daí a briga para se pastorear uma grande igreja e, a todo custo, se manter no topo – na presidência de uma Convenção”, afirmou Gonçalves.
Esse fenômeno revela um distanciamento da visão neotestamentária de liderança pastoral, baseada no serviço e na humildade, como ensinado por Cristo: “Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso serviçal” (Marcos 10:43). Quando o ministério deixa de ser um chamado e se torna uma carreira, abre-se espaço para disputas, escândalos e divisões.
Diante desse cenário, a reflexão que se impõe é: a liderança das Assembleias de Deus ainda reflete o modelo de pastoreio bíblico ou está cedendo à tentação do poder? A resposta a essa questão pode determinar o futuro da denominação.

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