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A maior ameaça à Igreja hoje vem de onde menos se espera
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Durante uma conferência realizada nos Estados Unidos, o pastor e escritor Paul Washer respondeu de maneira direta e inesperada a uma pergunta recorrente nos meios evangélicos: “Qual você acredita ser a maior ameaça à Igreja em nossa geração?”.
Diante de outros líderes cristãos e de uma plateia atenta, Washer afirmou: “São os pastores”, provocando reações constrangidas no auditório. Ele acrescentou:
“Honestamente, são os pastores. Em qualquer lugar, creio que Deus deu três ofícios à Igreja: pastor, evangelista e professor. Onde quer que você vá e encontre uma igreja fraca, você vê esses homens fracos. Ou eles são inexistentes, ou não são bíblicos, ou não são convertidos”.
A declaração chamou atenção não apenas pela franqueza, mas também por apontar para uma responsabilidade interna — no seio da própria liderança da Igreja. Washer desenvolveu seu raciocínio explorando o contexto de decadência espiritual e moral observado na sociedade norte-americana nos últimos anos.
“Toda essa conversa sobre julgamento [de Deus] em nosso país, por causa de suas imoralidades e tudo mais… Nunca se esqueça: julgamento sempre começa com a casa de Deus. E eu estou espantado com a falta de temor ao Senhor e a falta de conhecimento bíblico entre aqueles que se autodenominam ministros de Cristo”, declarou.
A raiz da crise espiritual
O pastor vinculou a fragilidade espiritual da sociedade à debilidade das igrejas, cuja liderança, segundo ele, tem falhado em aspectos fundamentais da fé cristã.
“As atrocidades que aconteceram na América, no evangelicalismo, no púlpito mesmo, a tolice, a falta de reverência… Se você tem uma igreja que não é uma igreja de oração é porque você tem líderes que não oram. [Se] a igreja não é bíblica, é porque você tem líderes não bíblicos. Sempre volta a isso”, afirmou.
Segundo Washer, essa falha de liderança espiritual tem consequências diretas na cultura e nos valores da nação. Ele disse que não culpa partidos políticos ou sistemas educacionais, mas considera que a raiz do problema está dentro da própria igreja.
“Quando eu olho a nação, não estou culpando um partido, ou professores, ou isso ou aquilo. Estou olhando para mim mesmo como um ministro de Cristo, e isso é muito solene”.
O chamado ao temor e à responsabilidade
Washer reforçou que o ministério pastoral deve ser encarado com profunda reverência e responsabilidade, citando que muitos entram no ofício levianamente, sem a devida preparação espiritual ou doutrinária.
“Ninguém deveria entrar no ministério levianamente. Sabe, a gente poderia dizer todo tipo de exemplo, outras coisas, mas tudo volta a isso. Poderíamos dizer liberalismo, que é verdade; poderíamos dizer coisas ainda mais perigosas, um liberalismo oculto, quando homens afirmam que a Bíblia é inerrante, mas todo o seu ministério não é mais do que pragmatismo”, contextualizou.
Essa crítica direta ao pragmatismo e à superficialidade teológica se estendeu também aos que se identificam com os princípios da Reforma Protestante. Washer advertiu que aderir a doutrinas reformadas não é suficiente se a vida do ministro não for inteiramente moldada pelas Escrituras.
“Todos vocês, jovens, rapazes, precisam entender algo: toda essa conversa sobre Reforma nos últimos 15 anos… os reformadores não queriam ser reformadores. Número 1: eles só queriam ser bíblicos. Número 2: você não é reformado simplesmente porque você adotou uma visão acadêmica de algum tipo de soteriologia da graça soberana. Você está seguindo o espírito dos reformadores porque você está tentando pegar todos os aspectos de seu pensamento, sua doutrina, sua disposição, sua vida, sua família, sua igreja e submetê-la ao que está escrito”.
Contexto bíblico e histórico
A advertência de Paul Washer encontra respaldo em passagens como 1 Pedro 4:17, onde está escrito:
“Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?”
Historicamente, períodos de declínio espiritual na Igreja — como registrado no Antigo Testamento com os sacerdotes de Israel — sempre precederam crises maiores no povo. Por isso, Washer sugere que a restauração da Igreja começa com a purificação do púlpito.
Em seu chamado final, ele não apontou para inimigos externos ou ideologias como maior ameaça, mas para o coração e a integridade dos próprios líderes que ocupam posições de autoridade espiritual.

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